Muito se fala sobre a questão "sucesso" em projetos. A discussão é sempre a mesma: o que é sucesso?
Podemos dizer que um projeto que atrasou, custou 200% mais do que o planejado e teve o escopo aumentado em 400% é um sucesso? Depende da ótica analisada. Em termos técnicos, digamos, foi um fracasso... pois a variância foi muito alta (previsto x realizado). Mas e se por exemplo o produto gerado foi um Nintendo Wii, iPod, etc. ? Então teremos um sucesso absoluto, pois atendeu as necessidades dos clientes (nos casos citados, até superou!).
Mas eu quero falar especificamente de projetos fadados ao fracasso. Pois fracasso todos nós sabemos o que significa... não existe muita subjetividade.
Eu quero falar especificamente sobre um projeto/produto que me deixa de cabelos em pé toda hora que eu vejo. Vamos tentar analisar se este é um projeto de SUCESSO ou FRACASSADO.
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Quem nunca assistiu à Bandeirantes, RedeTV, Record? É comum durante alguns programas o marketing descarado. É "multiprocessador para a cozinha", "capsulas para dar um 'up' na sua vida", "shampoo revitalizante", "cremes anti-rugas-celulite-estrias-mosquito-tabagismo-e-outras-mil-coisas".
Lá pelas tantas, pipoca a propaganda que me tira do sério: "TEKPIX, a câmera mais vendida do Brasil". É este produto o meu alvo.
Vejamos: do ponto de vista de mercado, eles pegaram um filão que cresce a cada dia. A tecnologia está tão difundida no mercado da fotografia digital, que existem pequenas empresas criando suas próprias câmeras (algumas marcas "diabo" pipocam por aí direto!). Com este mercado em alta, eles investiram pesado em marketing. Até ex-BBB já fez propaganda pra eles. A super TekPix tem xx megapixels, é 4 em 1, filma, fotografa, é webcam e grava áudio. O pagamento visa ser popular para todos: uma "pequena entrada" e dezenas de parcelas pequenas. Sem comprovação de renda e afins.
É um projeto que se mostra inovador e com garantia de sucesso. Essa câmera já está sendo anunciada há anos na televisão, sendo os vendedores até celebridades (procurem por "Soares da Tekpix" ou "Juarez da tekpix" no Orkut que vocês encontrarão centenas de comunidades deles).
É fato que eles devam vender muito!
Bom, até aí parece uma história de sucesso, certo? Mas vamos analisar mais de perto os fatos.
Primeiro: eles usam e abusam do pessoal que está lendo. Falam em megapixel como se fosse o item mais importante em uma câmera digital (e que muitos realmente pensam que seja). Não é. O megapixel apenas vai te possibilitar ampliar as fotos com mais qualidade. Pra que ter 8 ou 10 megapixels? Você vai ampliar a foto em um outdoor? Além disso, uma foto de 8/10 megapixels são maiores e ocupam mais espaço no cartão e no seu computador.
Ainda vem a história do 4 em 1. Ora, vocês acham que uma câmera que se presta a ser 4x1 realmente tenha alguma qualidade em UMA FUNCIONALIDADE sequer? É a velha história: você iria numa pizzaria forno a lenha ou numa churrascaria/padaria/pizzaria/ para comer uma boa pizza?
Segundo: as formas de pagamento. Eles vêm com o papo de "você não precisa comprovar renda nem ter conta em banco". Mas somando todo o valor que eles propõem, se paga aproximadamente 1.500 reais!!!!!! Só para efeito de comparação: comprei uma compacta da Canon com zoom de 6x, com cartão de 1gb. Canon e Nikon são duas marcas top de linha. Paguei 800 reais. METADE do valor da Tekpix.
Terceiro: recursos. Eles falam maravilhas da câmera. Mas quem compra se decepciona logo na primeira foto. O número de reclamações é imenso e a rejeição de quem já encostou numa dessas câmeras é altíssimo.
Quarto: pós-venda. TODOS reclamantes tiveram problema com o pós-venda da empresa. TODOS. Obviamente estou me baseando na amostragem que tive acesso. A maioria reclama de grosseirias, falta de atenção, etc.
Se vocês acham que eu estou exagerando, digitem "TEKPIX" no Orkut. E procurem para mim UMA comunidade que seja de usuários satisfeitos. Só a primeira comunidade (a mais cheia) leva o nome : "Enfia essa tekpix no ..." .
Agora eu pergunto: diante de tamanha rejeição do público, o que a empresa "Tecnomania" faz? Absolutamente nada. Continua com sua fabulosa câmera digital 4x1 e mantendo todos os itens acima citados.
Eles devem faturar bastante. O projeto para a empresa deve ter sido um sucesso. Mas será que o projeto "tekpix" é realmente um sucesso? Ou é um projeto fadado ao fracasso total? Inclusive manchando a própria empresa?
Ufa. Espero de coração que nenhum dos meus leitores tenha caído nessa ladainha deles! E se cairam, PROCOM NELES! :)
De vez em quando pretendo analisar (sob meu olhar) alguns outros projetos para discutirmos fracasso x sucesso... acho que é um assunto legal para debatermos aqui.
Um grande abraço!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Avaliando 2007
Então, conforme prometido vamos lá :)
WHAT WAS GREAT
1) Experiência. Este foi o ano em que eu tive minha real experiência como gerente de projetos. Cometi mais erros do que acertos, mas a prática me ensinou muito.
2) PMBoK, RUP, OpenUP, XP, SCRUM, etc.. Foi neste ano que conheci mais sobre as práticas e os processos de gerenciamento. Aprendi bastante e muita coisa pude aplicar no trabalho, com bons resultados.
3) Gestão de pessoas. Na segunda metade deste ano, me interessei muito pelo assunto de gestão de pessoas. Pude ler muitos livros e discutir sobre o assunto, o que com certeza agregou MUITO!
4) As listas de discussão. Nada melhor do que trocar experiências com pessoas com as mesmas vivências do que nós.
5) Blog. Este blog me possibilitou aprender e passar toda a experiência que estou tendo. Confesso que este é talvez o aspecto mais valioso deste ano!
WHAT COULD BE BETTER
1) Liderar de forma mais efetiva. Comecei o ano de 2007 liderando como um lider inexperiente faz: atendendo as vontades dos subordinados, não estabelecendo limites, não cobrando, não passando confiança e muito menos convicção nas decisões. O tempo ajudou a minimizar isso, revertendo, diria, uns 70% disso :)
2) Elogiar menos. Eu confesso que fui daqueles lideres "otimistas"... até quando a coisa estava ruim, eu tentava elogiar, incentivar. Isso não é errado, mas eu fiz em doses elevadas. O tiro foi pela culatra.
3) Disciplinar mais. Em muitos casos eu deveria ter tido uma atitude mais disciplinadora, isto é, demonstrar que eles estavam cometendo algum erro e demonstrar o que eu vejo como certo. Eles tiveram poucas "repreensões" neste ano... e mereciam muito (só eu pra saber o quanto!).
4) Definir regras, processos e métricas. Infelizmente eu comecei a aplicar estes três conceitos mais no fim do ano. No resto do ano, foi uma "festa"... sem isso, como cobrar resultados?
5) JAMAIS premiar com dinheiro. Esse eu considero um dos piores erros que cometi. Tentei comprar comprometimento com dinheiro. Todos receberam um aumento de 50%... o "incentivo" durou 2 meses, se muito. E agora, como eu vou tirar esse dinheiro?
Ufa... esses foram o que eu me lembrei no momento! Conforme eu for lembrando, vou completando aqui ;)
Um abraço!
WHAT WAS GREAT
1) Experiência. Este foi o ano em que eu tive minha real experiência como gerente de projetos. Cometi mais erros do que acertos, mas a prática me ensinou muito.
2) PMBoK, RUP, OpenUP, XP, SCRUM, etc.. Foi neste ano que conheci mais sobre as práticas e os processos de gerenciamento. Aprendi bastante e muita coisa pude aplicar no trabalho, com bons resultados.
3) Gestão de pessoas. Na segunda metade deste ano, me interessei muito pelo assunto de gestão de pessoas. Pude ler muitos livros e discutir sobre o assunto, o que com certeza agregou MUITO!
4) As listas de discussão. Nada melhor do que trocar experiências com pessoas com as mesmas vivências do que nós.
5) Blog. Este blog me possibilitou aprender e passar toda a experiência que estou tendo. Confesso que este é talvez o aspecto mais valioso deste ano!
WHAT COULD BE BETTER
1) Liderar de forma mais efetiva. Comecei o ano de 2007 liderando como um lider inexperiente faz: atendendo as vontades dos subordinados, não estabelecendo limites, não cobrando, não passando confiança e muito menos convicção nas decisões. O tempo ajudou a minimizar isso, revertendo, diria, uns 70% disso :)
2) Elogiar menos. Eu confesso que fui daqueles lideres "otimistas"... até quando a coisa estava ruim, eu tentava elogiar, incentivar. Isso não é errado, mas eu fiz em doses elevadas. O tiro foi pela culatra.
3) Disciplinar mais. Em muitos casos eu deveria ter tido uma atitude mais disciplinadora, isto é, demonstrar que eles estavam cometendo algum erro e demonstrar o que eu vejo como certo. Eles tiveram poucas "repreensões" neste ano... e mereciam muito (só eu pra saber o quanto!).
4) Definir regras, processos e métricas. Infelizmente eu comecei a aplicar estes três conceitos mais no fim do ano. No resto do ano, foi uma "festa"... sem isso, como cobrar resultados?
5) JAMAIS premiar com dinheiro. Esse eu considero um dos piores erros que cometi. Tentei comprar comprometimento com dinheiro. Todos receberam um aumento de 50%... o "incentivo" durou 2 meses, se muito. E agora, como eu vou tirar esse dinheiro?
Ufa... esses foram o que eu me lembrei no momento! Conforme eu for lembrando, vou completando aqui ;)
Um abraço!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Sobre equipes e pessoas: cultura!
Estive pensando esses dias com meus botões sobre uma coisa bem interessante.
Num curso que tive de preparação para a prova do PMI, o instrutor comentou que diversas questões estavam sendo situacionais, ou seja, em que o pretendente ao certificado precisa saber COMO aplicar as técnicas, e não apenas saber o que são. E então ele falou algo que martela minha cabeça há algum tempo: "Quando forem responder essas questões situacionais, pensem como um americano".
Pensar como um americano? Sim. Pode parecer estranho, mas existe MUITA diferença entre americanos, europeus, asiáticos (aqui nem se fala!), brasileiros, árabes, etc. Como o colega Emmanuel Brandão contou no tópico em que discutíamos isso:
"Trabalhei em uma grande empresa de soft brasileira e lá, além do coleguismo exagerado pois as pessoas com muito tempo de casa eram cobertas pelos amigos o que na minha opinião prejudica não só a empresa mas também pessoas que querem desenvolver mais que o proposto; acontecia muito de colocar panos quentes na situação, aquela coisa de não achar culpados e etc... Mas eu acho que achar o culpado ou ir fundo para ver o erro não é uma questão de querer ferrar com alguém e sim simplesmente não deixar que o mesmo aconteça novamente!
Esse relato apenas ilustra a verdade: o brasileiro, por sua cultura, tende a liderar usando muito a técnica dos "panos quentes", "coleguismo", "amizade", etc. Lembram quando nos primeiros posts deste blog eu afirmei que um dos meus erros havia sido tentar conseguir o comprometimento pela "amizade"? Pois é, usei o meu sangue brasileiro. E hoje me arrependo!
A prova do PMI é feita nos EUA. Portanto, o pensamento é americano. Os conceitos de ética, principalmente, são um pouco diferentes. Por isso muita gente tem que pensar "como um americano" durante a prova, ao menos. Isso que falamos de americanos... imaginem os asiáticos? Aquela cultura e educação em que a responsabilidade é sempre o fator principal!
Eu lembro quando o futebol do Japão estava iniciando, e eles chamaram diversos jogadores brasileiros para popularizá-lo (Zico, entre outros). O Dunga, então jogando em um time japonês, contou certa vez que era uma loucura orientar seus companheiros asiáticos. Em uma cobrança de falta, o Dunga, na barreira, falou para os seus companheiros avançarem a barreira para dificultar a cobrança. Os seus colegas falavam: "Não pode! Não pode!". Algo inconcebível aqui no Brasil, né?
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Agora imaginem a situação EQUIPES x PESSOAS. Isso também não está ligado fortemente com o conceito cultural?
Diversos livros que eu tenho lido (fora resenhas ou outros textos) costumam falar que o conceito equipe precisa transcender o conceito indivíduo. O conceito é meio D'Artagnan: "Um por todos e todos por um". Diversos livros afirmam que precisamos tratar uma equipe como uma entidade única. O SCRUM sugere isso, por exemplo.
O fato engraçado é que a maioria destes livros são escritos por americanos. E pensar que eles custaram a aceitar que o problema não eram as pessoas e sim o contexto/ambiente/situação em que elas se encontravam. James C. Hunter, em seu livro do Monge e o Executivo, afirma que o conceito de "lider servidor" foi implantado até no exército americano. Imaginem! O símbolo maior americano tem líderes servidores.
O que eu me questiono (e que gerou um tópico bem interessante de discussão em uma das listas que participo) é até que ponto a EQUIPE deve ser considerada como uma entidade única.
Devemos dar feedback geral? Ou individual?
Devemos dar orientações gerais? Ou individuais?
Devemos disciplinar a equipe? Ou os indivíduos?
Já vi gente falar que equipes precisam sim serem tratadas como entidades (pena que não lembro onde vi isto, faz algum tempo). Dai voltamos à pirâmide de Maslow. Qual são os 5 níveis?
Essa teoria foi desenvolvida por volta da década de 1950. Até hoje é respeitada, exatamente por ter conceitos e bases bem sólidas. Tratando uma pessoa de forma geral, como em uma equipe, não estaríamos barrando os dois últimos passos da pirâmide (ego e auto-realização) ?
Pensemos em um exemplo bem típico, que todos já devem ter vivenciado:
"Mariazinha é uma funcionária exemplar. Realiza todas suas atividades com excelência. Com isso, foi para uma equipe onde haviam outras 4 pessoas. Ela de cada identificou o Luizão, um daqueles funcionários que todos gostam, mas que está sempre atolado de trabalho (por não conseguir finalizar suas tarefas). Os outros três são aqueles que vão com a maré mais forte. Seu gerente, Hélio, é um cara que recém leu livros de gestão moderna de pessoas. Ele agora tratará a equipe como entidade única.
O tempo passa, e Mariazinha começa a ver que literalmente leva a equipe nas costas. Luizão passa parte do seu tempo conversando, fazendo piadas, e até trabalhando de vez em quando. Os outros três se dividem e trabalham e conversam. Mariazinha sente a responsabilidade do projeto e trabalha muito.
É chegado o primeiro "checkpoint" do projeto. O previsto e realizado estão bem próximos. Seu Hélio aplaude a equipe e premia todos pelo ótimo trabalho. Luizão aproveita e conta duas ou três piadas, e todos riem... menos Mariazinha que está se remoendo por dentro.
O conceito de equipe a faz conversar com Luizão. Ela tenta convencê-lo a se esforçar mais, mas ele faz piada da situação e diz que está sempre cheio de trabalho (atrasado). Ela reporta a situação ao Hélio, que promete seguir de perto.
O problema é que a situação se repete... Mariazinha é a heroina do grupo, levando os demais nas costas. Hélio não se importa com a situação e continua tratando todos como equipe única.
Mariazinha pede demissão no terceiro checkpoint."
Sejamos sinceros, essa situação acima é absurda? Irreal? Quem não conhece algo parecido?
O que eu estou querendo defender é: use o conceito de equipe, sim. Mas nunca esqueça que a equipe é composta por PESSOAS. E pessoas tem diferentes vontades, necessidades, caráteres, humores, enfim.
Não deixe jamais de chamar alguém ao lado e conversar particularmente, caso notar algo fora da normalidade. Aplique o feedback pessoal, sempre que for conveniente. Seja um elogio, seja uma repreensão.
Equipes motivadas também dependem de pessoas motivadas.
Mas e você, meu amigo leitor, nunca vivenciou uma situação parecida? Concorda com a idéia deste texto? Comente aí :)
Ufa, desculpem o mega-texto. Espero que tenham gostado!
Um grande abraço e bom final de semana.
PS: a avaliação fica pra semana que vem! Não tive tempo para refletir mesmo.
Num curso que tive de preparação para a prova do PMI, o instrutor comentou que diversas questões estavam sendo situacionais, ou seja, em que o pretendente ao certificado precisa saber COMO aplicar as técnicas, e não apenas saber o que são. E então ele falou algo que martela minha cabeça há algum tempo: "Quando forem responder essas questões situacionais, pensem como um americano".
Pensar como um americano? Sim. Pode parecer estranho, mas existe MUITA diferença entre americanos, europeus, asiáticos (aqui nem se fala!), brasileiros, árabes, etc. Como o colega Emmanuel Brandão contou no tópico em que discutíamos isso:
"Trabalhei em uma grande empresa de soft brasileira e lá, além do coleguismo exagerado pois as pessoas com muito tempo de casa eram cobertas pelos amigos o que na minha opinião prejudica não só a empresa mas também pessoas que querem desenvolver mais que o proposto; acontecia muito de colocar panos quentes na situação, aquela coisa de não achar culpados e etc... Mas eu acho que achar o culpado ou ir fundo para ver o erro não é uma questão de querer ferrar com alguém e sim simplesmente não deixar que o mesmo aconteça novamente!
Um amigo que foi fazer uma implantação de sistema no méxico voltou pasmo que lá é extremamente ao contrário. Em uma reunião o gestor perguntou por que tal coisa não tinha ido para frente e um cara levantou o mão dizendo que a culpa era dele e que ele iria resolver isso o mais rápido possível, sem desculpas e etc... Coisa impensável de acontecer nessa empresa que trabalhei."
Esse relato apenas ilustra a verdade: o brasileiro, por sua cultura, tende a liderar usando muito a técnica dos "panos quentes", "coleguismo", "amizade", etc. Lembram quando nos primeiros posts deste blog eu afirmei que um dos meus erros havia sido tentar conseguir o comprometimento pela "amizade"? Pois é, usei o meu sangue brasileiro. E hoje me arrependo!
A prova do PMI é feita nos EUA. Portanto, o pensamento é americano. Os conceitos de ética, principalmente, são um pouco diferentes. Por isso muita gente tem que pensar "como um americano" durante a prova, ao menos. Isso que falamos de americanos... imaginem os asiáticos? Aquela cultura e educação em que a responsabilidade é sempre o fator principal!
Eu lembro quando o futebol do Japão estava iniciando, e eles chamaram diversos jogadores brasileiros para popularizá-lo (Zico, entre outros). O Dunga, então jogando em um time japonês, contou certa vez que era uma loucura orientar seus companheiros asiáticos. Em uma cobrança de falta, o Dunga, na barreira, falou para os seus companheiros avançarem a barreira para dificultar a cobrança. Os seus colegas falavam: "Não pode! Não pode!". Algo inconcebível aqui no Brasil, né?
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Agora imaginem a situação EQUIPES x PESSOAS. Isso também não está ligado fortemente com o conceito cultural?
Diversos livros que eu tenho lido (fora resenhas ou outros textos) costumam falar que o conceito equipe precisa transcender o conceito indivíduo. O conceito é meio D'Artagnan: "Um por todos e todos por um". Diversos livros afirmam que precisamos tratar uma equipe como uma entidade única. O SCRUM sugere isso, por exemplo.
O fato engraçado é que a maioria destes livros são escritos por americanos. E pensar que eles custaram a aceitar que o problema não eram as pessoas e sim o contexto/ambiente/situação em que elas se encontravam. James C. Hunter, em seu livro do Monge e o Executivo, afirma que o conceito de "lider servidor" foi implantado até no exército americano. Imaginem! O símbolo maior americano tem líderes servidores.
O que eu me questiono (e que gerou um tópico bem interessante de discussão em uma das listas que participo) é até que ponto a EQUIPE deve ser considerada como uma entidade única.
Devemos dar feedback geral? Ou individual?
Devemos dar orientações gerais? Ou individuais?
Devemos disciplinar a equipe? Ou os indivíduos?
Já vi gente falar que equipes precisam sim serem tratadas como entidades (pena que não lembro onde vi isto, faz algum tempo). Dai voltamos à pirâmide de Maslow. Qual são os 5 níveis?
Pensemos em um exemplo bem típico, que todos já devem ter vivenciado:
"Mariazinha é uma funcionária exemplar. Realiza todas suas atividades com excelência. Com isso, foi para uma equipe onde haviam outras 4 pessoas. Ela de cada identificou o Luizão, um daqueles funcionários que todos gostam, mas que está sempre atolado de trabalho (por não conseguir finalizar suas tarefas). Os outros três são aqueles que vão com a maré mais forte. Seu gerente, Hélio, é um cara que recém leu livros de gestão moderna de pessoas. Ele agora tratará a equipe como entidade única.
O tempo passa, e Mariazinha começa a ver que literalmente leva a equipe nas costas. Luizão passa parte do seu tempo conversando, fazendo piadas, e até trabalhando de vez em quando. Os outros três se dividem e trabalham e conversam. Mariazinha sente a responsabilidade do projeto e trabalha muito.
É chegado o primeiro "checkpoint" do projeto. O previsto e realizado estão bem próximos. Seu Hélio aplaude a equipe e premia todos pelo ótimo trabalho. Luizão aproveita e conta duas ou três piadas, e todos riem... menos Mariazinha que está se remoendo por dentro.
O conceito de equipe a faz conversar com Luizão. Ela tenta convencê-lo a se esforçar mais, mas ele faz piada da situação e diz que está sempre cheio de trabalho (atrasado). Ela reporta a situação ao Hélio, que promete seguir de perto.
O problema é que a situação se repete... Mariazinha é a heroina do grupo, levando os demais nas costas. Hélio não se importa com a situação e continua tratando todos como equipe única.
Mariazinha pede demissão no terceiro checkpoint."
Sejamos sinceros, essa situação acima é absurda? Irreal? Quem não conhece algo parecido?
O que eu estou querendo defender é: use o conceito de equipe, sim. Mas nunca esqueça que a equipe é composta por PESSOAS. E pessoas tem diferentes vontades, necessidades, caráteres, humores, enfim.
Não deixe jamais de chamar alguém ao lado e conversar particularmente, caso notar algo fora da normalidade. Aplique o feedback pessoal, sempre que for conveniente. Seja um elogio, seja uma repreensão.
Equipes motivadas também dependem de pessoas motivadas.
Mas e você, meu amigo leitor, nunca vivenciou uma situação parecida? Concorda com a idéia deste texto? Comente aí :)
Ufa, desculpem o mega-texto. Espero que tenham gostado!
Um grande abraço e bom final de semana.
PS: a avaliação fica pra semana que vem! Não tive tempo para refletir mesmo.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Avaliando 2007... você já fez?
Pessoal, amanhã vou sugerir um desafio para todos nós.
Vamos avaliar o ano de 2007? Onde acertamos, onde erramos, onde mudaremos... enfim.
Vou postar minha avaliação e espero que inspire vocês a fazerem o mesmo. Não importa que seja apenas uma reflexão de 5 minutos ou uma mensagem que vocês queiram compartilhar aqui no blog conosco.
Vamos pesar este ano e lutar para manter o que fizemos bem e mudar o que fizemos de mal, para 2008!
Um abraço
Vamos avaliar o ano de 2007? Onde acertamos, onde erramos, onde mudaremos... enfim.
Vou postar minha avaliação e espero que inspire vocês a fazerem o mesmo. Não importa que seja apenas uma reflexão de 5 minutos ou uma mensagem que vocês queiram compartilhar aqui no blog conosco.
Vamos pesar este ano e lutar para manter o que fizemos bem e mudar o que fizemos de mal, para 2008!
Um abraço
Empreendedorismo assassino!
Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br
O meu chefe é um empreendedor. Um grande empreendedor.
Ele é daqueles que se tu pensa em A->B->C, ele consegue encontrar um jeito de chegar de A->C sem precisar do B, consumindo menos energia. Ok, talvez o exemplo tenha sido tosco, mas acho que deu para ilustrar.
Ter um chefe empreendedor, em uma pequena empresa, é garantia de sucesso nos dias de hoje, onde uma idéia costuma valer muito. Sucesso? Será? Este ano de 2007 serviu para me mostrar que não é só de empreendedorismo que vive uma empresa.
Ao realizar nossa 1a reunião estratégica, levantamos aproximadamente 15 projetos que executamos em 2007, sendo eles internos ou para clientes, iniciados, parados ou nem iniciados. 15 projetos. Uma pequena empresa com 5 funcionários que colocam a mão na massa, com 15 projetos!
Opa... empreendedorismo é sucesso?
Ao final da reunião, decidimos que nos focaríamos em 3 ou 4 projetos, apenas. Foi um alento para todos nós. Mas foi para mostrar um dos motivos que nos levaram a ter um ano tão ruim. Vejamos sob esta ótica:
A) Os dois projetos carro-chefe da empresa, de RFID e agronegócio, não tiveram a atenção necessária por parte de todas as camadas da empresa. Isso levou a atrasos, desorganização e falta de informações.
B) Estando nossos recursos humanos focados nestes projetos, cada um dos outros 10 projetos que vinha a tona, necessitava de uma realocação. Bola fora para o projeto principal, secundário e para o recurso humano que ficava sem foco.
C) Uma empresa com 15 projetos, com diversas áreas de atuação não tem uma identidade. Uma empresa que quer abraçar o mundo, acaba ficando sem nada.
D) O principal: cada MINUTO em que um recurso humano passou num destes 10 projetos, significou alguns R$ jogados fora, uma vez que os projetos morreram. 10 projetos... eu confesso que não quero saber quanto dinheiro foi jogado fora neste ano de 2007.
O meu chefe tem diversos contatos. E todos os contatos tem idéias para "bons projetos". Agora, esses "bons projetos" podem dar algum retorno significativo? Esse desespero para entrar no mercado DE QUALQUER JEITO não acabou levando a empresa à "quase ruína"?
Para mim, uma das grandes lições que aprendi no ano de 2007 é que uma empresa precisa ter um foco. Não precisa ser especificamente uma área de atuação ou um projeto. Podem ser vários, claro.
Mas querer abraçar o mundo e transformar "idéias" ou "suposições" em projetos... sem uma avaliação criteriosa, é jogar dinheiro fora. E fazer isso, hoje em dia, meus amigos, é morrer na praia.
Em tempo: um dos nossos "bons projetos" que mais consumiu horas foi um inovador sistema de vendas para lojas de varejo. O diferencial? Ele era WEB! Perdemos no mínimo uns 2 meses com 2 recursos alocados trabalhando neste projeto. Hoje ele jaz no lixo. Não aproveitamos NADA.
O legítimo exemplo de um projeto "inovador" que nasceu para morrer (e tentar matar a empresa!)
Um sintoma comum aos empreendedores assassinos... de empresas.
Um abraço!
O meu chefe é um empreendedor. Um grande empreendedor.
Ele é daqueles que se tu pensa em A->B->C, ele consegue encontrar um jeito de chegar de A->C sem precisar do B, consumindo menos energia. Ok, talvez o exemplo tenha sido tosco, mas acho que deu para ilustrar.
Ter um chefe empreendedor, em uma pequena empresa, é garantia de sucesso nos dias de hoje, onde uma idéia costuma valer muito. Sucesso? Será? Este ano de 2007 serviu para me mostrar que não é só de empreendedorismo que vive uma empresa.
Ao realizar nossa 1a reunião estratégica, levantamos aproximadamente 15 projetos que executamos em 2007, sendo eles internos ou para clientes, iniciados, parados ou nem iniciados. 15 projetos. Uma pequena empresa com 5 funcionários que colocam a mão na massa, com 15 projetos!
Opa... empreendedorismo é sucesso?
Ao final da reunião, decidimos que nos focaríamos em 3 ou 4 projetos, apenas. Foi um alento para todos nós. Mas foi para mostrar um dos motivos que nos levaram a ter um ano tão ruim. Vejamos sob esta ótica:
A) Os dois projetos carro-chefe da empresa, de RFID e agronegócio, não tiveram a atenção necessária por parte de todas as camadas da empresa. Isso levou a atrasos, desorganização e falta de informações.
B) Estando nossos recursos humanos focados nestes projetos, cada um dos outros 10 projetos que vinha a tona, necessitava de uma realocação. Bola fora para o projeto principal, secundário e para o recurso humano que ficava sem foco.
C) Uma empresa com 15 projetos, com diversas áreas de atuação não tem uma identidade. Uma empresa que quer abraçar o mundo, acaba ficando sem nada.
D) O principal: cada MINUTO em que um recurso humano passou num destes 10 projetos, significou alguns R$ jogados fora, uma vez que os projetos morreram. 10 projetos... eu confesso que não quero saber quanto dinheiro foi jogado fora neste ano de 2007.
O meu chefe tem diversos contatos. E todos os contatos tem idéias para "bons projetos". Agora, esses "bons projetos" podem dar algum retorno significativo? Esse desespero para entrar no mercado DE QUALQUER JEITO não acabou levando a empresa à "quase ruína"?
Para mim, uma das grandes lições que aprendi no ano de 2007 é que uma empresa precisa ter um foco. Não precisa ser especificamente uma área de atuação ou um projeto. Podem ser vários, claro.
Mas querer abraçar o mundo e transformar "idéias" ou "suposições" em projetos... sem uma avaliação criteriosa, é jogar dinheiro fora. E fazer isso, hoje em dia, meus amigos, é morrer na praia.
Em tempo: um dos nossos "bons projetos" que mais consumiu horas foi um inovador sistema de vendas para lojas de varejo. O diferencial? Ele era WEB! Perdemos no mínimo uns 2 meses com 2 recursos alocados trabalhando neste projeto. Hoje ele jaz no lixo. Não aproveitamos NADA.
O legítimo exemplo de um projeto "inovador" que nasceu para morrer (e tentar matar a empresa!)
Um sintoma comum aos empreendedores assassinos... de empresas.
Um abraço!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Conclusão
Como pudemos ver no post abaixo (que não está finalizado, pois podem surgir novos depoimentos) NINGUÉM prevê a adoção de mecanismos radicais. O máximo é o controle e monitoramento.
Ou seja, as empresas estão vendo que tudo depende de cultura e educação.
Fazendo uma analogia simples: para você evitar que seu filho se envolva com drogas ou cometa abusos, o que você faz? Você o isola do mundo? Ou o educa/disciplina para que ele aja da forma correta?
Enfim. Entre o extremismo do 8 e o radicalismo do 80, opte pelo meio termo. E molde tudo à sua realidade :)
Um abraço
Ou seja, as empresas estão vendo que tudo depende de cultura e educação.
Fazendo uma analogia simples: para você evitar que seu filho se envolva com drogas ou cometa abusos, o que você faz? Você o isola do mundo? Ou o educa/disciplina para que ele aja da forma correta?
Enfim. Entre o extremismo do 8 e o radicalismo do 80, opte pelo meio termo. E molde tudo à sua realidade :)
Um abraço
Da série: controlar x monitorar x cortar x liberar
Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br
Não adianta... este é um dos assuntos mais controversos!
Tomei a liberdade de jogar este assunto nas listas que participo "CMM-Brasil", "E-Plan" e "Scrum-Brasil". Abaixo, as considerações dos colegas :)
Uma verdadeira aula de lições aprendidas e sugestões !
(ATUALIZADO EM 3/1/08)
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Cleber Luciano (e-plan)
Entendo bem essa situação. Na empresa onde trabalho tenho acesso em um horário especifico e sofremos as vezes por não ter acesso a certas informações.
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Valmir Duarte Costa (e-plan)
Sem dúvida alguma a monitoração é a melhor alternativa !
Mas até os responsáveis pela leitura dos relatórios tomarem alguma providência muito “ segredo comercial “ poderá estar na mãos dos concorrentes .
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Rafael Fuchs (e-plan)
Aqui na minha empresa não temos muitos funcionários, cerca de 20 distribuídos entre duas sedes. Numa sede fica o pessoal de desenvolvimento de software e na outra um pessoal que trabalha mais com projeto e montagem de equipamentos eletronicos.
Em ambas as sedes, inicialmente era tudo liberado. Quando começamos a monitorar através de ferramentas e também visualmente, verificamos alguns serviços que atrapalhavam o bom andamento do negócio e cortamos estes itens. Eram rádios online, emule e coisas do tipo, msn, orkut, entre outros sites.
Acabou que temos alguns bloqueios numa sede e outros na outra, conforme o que foi identificado no monitoramento de cada uma delas. Não temos nem políticas nem o que será feito quando alguém for visto em sites que não deveriam, mas o pessoal usa o bom senso tanto para não visitar alguns sites que não são bloqueados e também para chamar atenção caso
necessário.
Claro que controlar 20 pessoas em duas sedes é um tanto tranquilo; quando falamos de mais gente o ideal é implantar políticas mais fortes de bloqueios. Não acredito que corte a internet ajude, muito pelo contrário, acredito que acabe gerando um certo desconforto do pessoal.
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Valteir Lacerda (e-plan)
Particularmente sou a favor da liberação total de acesso à internet. Já trabalhei em empresas com acesso um pouco restrito, com acesso muito restrito e com acesso totalmente liberado.
Como política de RH vale muito o acesso liberado, pois dá a indicação ao funcionário que a empresa confia nele, pois acredita que não irá abusar.
O acesso liberado também serve para aumentar a produtividade e reduzir custos, principalmente para caso de empresas que têm funcionários em diversas localidades, já que o MSN vale para comunicações pessoais e também profissionais. Na última empresa que trabalhei, com acesso totalmente liberado, trocávamos arquivos pelo Skype (sem limite de tamanho e com velocidade impressionante) e também conversávamos com pessoas em outras cidades, o que gerava uma economia enorme. Além disso sabíamos se a pessoa estava disponível antes de ligar.
Agora a questão polêmica: se o pessoal está "perdendo" tempo na internet será que não é por falta de trabalho mesmo? Será que a empresa está bem administrada, com metas claras e informadas a todos?
Outra questão polêmica: sou a favor do bloqueio de pornografia, correntes, piadas, envio de vídeos e fotos pornográficas por e-mail, pois o nome da empresa estará envolvido, com risco de exposição e danos na imagem, sem contar o risco de processos.
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Cláudio Quadrat (e-plan)
A prática mais comum é as empresas possuírem um código de conduta de seus funcionários no qual um dos seus itens é a utilização responsável dos meios computacionais e da internet no ambiente de trabalho. Nele está descrito que a utilização é monitorada e que o uso particular é tolerado desde que não prejudique o bom andamento das atividades do funcionário e que também não concorra com a atividade fim da empresa.
Uma vez descrito o que é permitido, também descreve as punições em caso de transgressão (advertência, suspensão...). Assim você também se protege de possíveis problemas trabalhistas.
Este código deve ser assinado anualmente por todos os funcionários da empresa.
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Marcos Rezende (scrum-brasil)
Aqui, todos ficam bem contentes e não há o que discutir.
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Emmanual G. Brandão (scrum-brasil)
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Luiz Faias Jr. (scrum-brasil)
Aqui utilizamos o Squid no servidor para bloquear o MSN, orkut, etc.. E o SARG para monitorar os sites visitados. Inclusive conseguimos ver quais máquinas possuem algum spyware que ficam redirecionando para sites pornográficos.
Pensamos que essa fosse a solução dos problemas, mas como o Brandão disse o problema era um único cara.
Chamei a atenção dele em relação ao MSN e bloqueamos... depois ficava navegando o dia todo em sites de esportes (que bloqueamos também). No fim ele começou a usar o gmail para falar com a namorada e amigos. A solução foi mandar o cara embora.
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Alba Couto Falcão Scheible (cmm-brasil)
Aqui o MSN, Orkut são bloqueados... Mas, o GAIN corporativo funciona... Quanto ao acesso à Internet, não dá para bloquear, pois é preciso para o trabalho. O que funciona é cobrança de desempenho e avaliação negativa para quem é pego abusando... Isso se reflete no salário do pessoal... então, salvo exceções que são tratadas as pessoas são conscientes...
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Flávia Cristina Bernardini (cmm-brasil)
onde trabalho, MSN, orkut e sites de conteúdo indesejado são bloqueados no servidor que controla o acesso dos funcionários. Acho que acessar e-mail da empresa e sites da internet não fazem mal, mesmo pq como trabalho com P&D, muitas das minhas dúvidas de dia-a-dia são sanadas na web, bem como a própria parte de pesquisa - e os estagiários acessam muitos sites com boas dicas de programação. Acho que bloqueio a bate-papos etc e um trabalho de
conscientização e gratificação como o colega mencionou no outro e-mail é uma prática comum atualmente nas empresas - e funciona bem...
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Christiano Milfont (cmm-brasil)
programação em par evita a dispersão! (me refiro aqui a levar o conceito a outros nichos como revisão em par, analise em par, etc...) não havendo programação em par, então deve haver um trabalho de conscientização. Se bloquear a internet vão fazer outras coisas, como demorar 45 minutos tomando um café. O problema não está na rede e sim nas pessoas. Não basta nada cortar a internet, cortando ainda vai prejudicar aquele que a usa de maneira "adequada".
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Wanderlei Cristiano de Almeida e Souza (scrum-brasil)
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Flávio Evangelista (cmm-brasil)
Atualmente a internet, sendo usada da forma correta, aumenta a produtividade dos funcionários. Na empresa em que trabalho, os sites que não geram valor para o negócio (youtube, orkut, pornográficos e etc) são bloqueados, os demais são monitorados e os exageros são tratados pela gerência/diretoria.
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Aderson Bastos (cmm-brasil)
A internet é uma ferramenta de trabalho para a maioria das pessoas e, para estas, não deve ser cortada. O que pode ser feito é um mapeamento para quem, de fato, a internet é uma ferramenta e impedir o acesso para os demais (mas isso requer administração e pode ser um obstáculo), mas de forma geral, há conteúdos que devem ser bloqueados, independente do perfil, como jogos e conteúdo pornográfico, por exemplo.
O uso de uma ferramenta como o MSN é de bastante utilidade para o ambiente corporativo, mas não precisa ser o MSN (vide o post da Alba). Onde trabalho atualmente, utilizamos o Sametime (IBM Lotus), o MSN (e afins) e o Orkut (e afins) são bloqueados, assim como o acesso a determinados sites com conteúdoque "ferem" as regras e políticas definidas para toda a empresa.
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Fabio Fernandes (cmm-brasil)
A empresa que trabalho, aqui no Brasil, não tem nenhuma restrição a internet, porém existe um trabalho de concientização com relação a responsbilidade com a produtividade e o ambiente de trabalho.
Existe um consenso do uso da ferramenta, e muita maturidade das pessoas mais velhas de empresa, aonde os novos funcionarios ao fazerem uso incorreto da mesma, são orientados pelos seus mentores e pessoal senior da empresa, de maneira construtiva.
Além disto as pessoas são muito cobradas pelos seus resultados, e existe processo de analise de desempenho anual, aonde a pessoa recebe feedback 360 graus, tudo isto nos leva a expor um comprometimento pessoal de com o objetivo corporativo, o que nos permite a abertura da internet sem maiores problemas.
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Sérgio Cavalcante (cmm-brasil)
Já queria postar algo muitas vezes, mas dessa vez você tocou em um ponto que vivo diariamente. O meu sócio querendo matar a internet, e eu tentando chegar a um consenso...Como ex-funcionário, eu detesto esse jogo de gato e rato que é o "corte" da internet por parte dos adm de rede e as tentativas de burlar esse "corte" por parte dos funcionários, quase sempre bem sucedidas.
Então resolvi deixar isso de lado e focar na produção. ICQ, MSN, Gmail, Orkut. Deixo isso em cargo da consciência de cada um. Inclusive incentivo um jogo multi-player na empresa, no horário de almoço e depois do expediente. Eu mesmo participo.
Mas antes do final do expediente tem o Dayly Scrum. Então o funcionário sabe que tem que ter feito algo. Ou até no fim do Sprint.Com esse acompanhamento, eu posso verificar a produtividade de cada um. E se a produtividade cair, tenho que intervir. Se não, simplesmente fica como está.
Com isso a idéia é focar na produtividade e o próprio funcionário gerenciar seu tempo, e à vontade, sem ver a empresa como vilã, sentindo-se vigiado e restrito, e ainda tendo um momento de lazer completamente suportado por nós. Numa empresa que te dá condições como essa, um funcionário pensa duas vezes antes de sair. ou de ser mandado embora, como resultado produzindo pra não aconteça. Falo isso pq passei por isso também.
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Charles Abreu (cmm-brasil)
Além da programação em par, a prática de ciclos curtíssimos de feedback públicos na equipe evita as dispersões e cria senso de responsabilidade. Equipes que usam Scrum ou XP percebem isso claramente com as reuniões diárias da equipe. É simplesmente embaraçoso chegar por 2 dias seguidos nafrente dos colegas e *reportar em voz alta *que não houve progresso em uma
tarefa que está sob sua responsabilidade. Eu mesmo passei por isso e sei como é constrangedor. Dá vontade de fazer algo útil ou *pedir para sair* ;-)
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Ivo Michalick (cmm-brasil)
Ah, e sobre o assunto da thread: em todo lugar que trabalhei até hoje e desde o advento da Internet (sou meio "antigo"), nunca vi (e sempre fui contrário) a restrição de acesso a Internet e ferramentas associadas. Sempre fui contra por achar que atrapalha e que cada um sabe o que precisa produzir ao final do dia. Se não sabe e não precisa responder por isto, o problema vai muito além de mau uso da Internet!
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Juan Bernabo (scrum-brasil)
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Adail Retamal (scrum-brasil)
Não adianta... este é um dos assuntos mais controversos!
Tomei a liberdade de jogar este assunto nas listas que participo "CMM-Brasil", "E-Plan" e "Scrum-Brasil". Abaixo, as considerações dos colegas :)
Uma verdadeira aula de lições aprendidas e sugestões !
(ATUALIZADO EM 3/1/08)
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Cleber Luciano (e-plan)
Entendo bem essa situação. Na empresa onde trabalho tenho acesso em um horário especifico e sofremos as vezes por não ter acesso a certas informações.
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Valmir Duarte Costa (e-plan)
Sem dúvida alguma a monitoração é a melhor alternativa !
Mas até os responsáveis pela leitura dos relatórios tomarem alguma providência muito “ segredo comercial “ poderá estar na mãos dos concorrentes .
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Rafael Fuchs (e-plan)
Aqui na minha empresa não temos muitos funcionários, cerca de 20 distribuídos entre duas sedes. Numa sede fica o pessoal de desenvolvimento de software e na outra um pessoal que trabalha mais com projeto e montagem de equipamentos eletronicos.
Em ambas as sedes, inicialmente era tudo liberado. Quando começamos a monitorar através de ferramentas e também visualmente, verificamos alguns serviços que atrapalhavam o bom andamento do negócio e cortamos estes itens. Eram rádios online, emule e coisas do tipo, msn, orkut, entre outros sites.
Acabou que temos alguns bloqueios numa sede e outros na outra, conforme o que foi identificado no monitoramento de cada uma delas. Não temos nem políticas nem o que será feito quando alguém for visto em sites que não deveriam, mas o pessoal usa o bom senso tanto para não visitar alguns sites que não são bloqueados e também para chamar atenção caso
necessário.
Claro que controlar 20 pessoas em duas sedes é um tanto tranquilo; quando falamos de mais gente o ideal é implantar políticas mais fortes de bloqueios. Não acredito que corte a internet ajude, muito pelo contrário, acredito que acabe gerando um certo desconforto do pessoal.
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Valteir Lacerda (e-plan)
Particularmente sou a favor da liberação total de acesso à internet. Já trabalhei em empresas com acesso um pouco restrito, com acesso muito restrito e com acesso totalmente liberado.
Como política de RH vale muito o acesso liberado, pois dá a indicação ao funcionário que a empresa confia nele, pois acredita que não irá abusar.
O acesso liberado também serve para aumentar a produtividade e reduzir custos, principalmente para caso de empresas que têm funcionários em diversas localidades, já que o MSN vale para comunicações pessoais e também profissionais. Na última empresa que trabalhei, com acesso totalmente liberado, trocávamos arquivos pelo Skype (sem limite de tamanho e com velocidade impressionante) e também conversávamos com pessoas em outras cidades, o que gerava uma economia enorme. Além disso sabíamos se a pessoa estava disponível antes de ligar.
Agora a questão polêmica: se o pessoal está "perdendo" tempo na internet será que não é por falta de trabalho mesmo? Será que a empresa está bem administrada, com metas claras e informadas a todos?
Outra questão polêmica: sou a favor do bloqueio de pornografia, correntes, piadas, envio de vídeos e fotos pornográficas por e-mail, pois o nome da empresa estará envolvido, com risco de exposição e danos na imagem, sem contar o risco de processos.
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Cláudio Quadrat (e-plan)
A prática mais comum é as empresas possuírem um código de conduta de seus funcionários no qual um dos seus itens é a utilização responsável dos meios computacionais e da internet no ambiente de trabalho. Nele está descrito que a utilização é monitorada e que o uso particular é tolerado desde que não prejudique o bom andamento das atividades do funcionário e que também não concorra com a atividade fim da empresa.
Uma vez descrito o que é permitido, também descreve as punições em caso de transgressão (advertência, suspensão...). Assim você também se protege de possíveis problemas trabalhistas.
Este código deve ser assinado anualmente por todos os funcionários da empresa.
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Marcos Rezende (scrum-brasil)
Aqui na empresa fechamos a maioria dos sites durante o expediente somente deixando-os disponível na hora do almoço entre 12:00 e 13:30. MSN é proibido e em troca utilizamos o Pandion ( www.pantion.be) que é um MSN somente para a rede interna.
Todo mundo chega às 08:30, trabalha, vai almoçar ao meio-dia, daí usa a internet como quiser até 13:30, depois volta ao trabalho até às 18:00.
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Emmanual G. Brandão (scrum-brasil)
A minha opinião é que a internet deve ser completamente liberada... tudo! Daí se for contatado uma queda na produtividade de um indivíduo deve-se levantar as horas gastas em internet, msn e etc. e conversar com o cara! Uma reincidência levaria uma carcada, e se não desse jeito... bom, daí o negócio é cortar o cara. Não podemos penalizar os outros pelo mau uso de alguns. Seria a mesma coisa que cortar o banheiro da empresa pois alguns funcionário ficam dormindo lá!
Se o cara que tem consciência e é produtivo um dia não esta com vontade de trabalhar e fica o dia todo navegando, mas entrega um bom trabalho, ele vai ficar sem trabalhar um dia com ou sem internet! Não adianta... Acho que o problema é educacional, conversar e medir desempenho. Lógicamente que o cara que usar 90% do tempo para internet mas entrega um bom trabalho e no praza vai ser exigido a dar mais algum dia, mas acho que nesse caso o cara iria corresponder.
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Luiz Faias Jr. (scrum-brasil)
Aqui utilizamos o Squid no servidor para bloquear o MSN, orkut, etc.. E o SARG para monitorar os sites visitados. Inclusive conseguimos ver quais máquinas possuem algum spyware que ficam redirecionando para sites pornográficos.
Pensamos que essa fosse a solução dos problemas, mas como o Brandão disse o problema era um único cara.
Chamei a atenção dele em relação ao MSN e bloqueamos... depois ficava navegando o dia todo em sites de esportes (que bloqueamos também). No fim ele começou a usar o gmail para falar com a namorada e amigos. A solução foi mandar o cara embora.
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Alba Couto Falcão Scheible (cmm-brasil)
Aqui o MSN, Orkut são bloqueados... Mas, o GAIN corporativo funciona... Quanto ao acesso à Internet, não dá para bloquear, pois é preciso para o trabalho. O que funciona é cobrança de desempenho e avaliação negativa para quem é pego abusando... Isso se reflete no salário do pessoal... então, salvo exceções que são tratadas as pessoas são conscientes...
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Flávia Cristina Bernardini (cmm-brasil)
onde trabalho, MSN, orkut e sites de conteúdo indesejado são bloqueados no servidor que controla o acesso dos funcionários. Acho que acessar e-mail da empresa e sites da internet não fazem mal, mesmo pq como trabalho com P&D, muitas das minhas dúvidas de dia-a-dia são sanadas na web, bem como a própria parte de pesquisa - e os estagiários acessam muitos sites com boas dicas de programação. Acho que bloqueio a bate-papos etc e um trabalho de
conscientização e gratificação como o colega mencionou no outro e-mail é uma prática comum atualmente nas empresas - e funciona bem...
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Christiano Milfont (cmm-brasil)
programação em par evita a dispersão! (me refiro aqui a levar o conceito a outros nichos como revisão em par, analise em par, etc...) não havendo programação em par, então deve haver um trabalho de conscientização. Se bloquear a internet vão fazer outras coisas, como demorar 45 minutos tomando um café. O problema não está na rede e sim nas pessoas. Não basta nada cortar a internet, cortando ainda vai prejudicar aquele que a usa de maneira "adequada".
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Wanderlei Cristiano de Almeida e Souza (scrum-brasil)
Também sou da opnião que tudo deve ser liberado. O que "perde" em produtividade de um lado, ganha do outro (incentivo, pesquisa, ambiente de trabalho).
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Flávio Evangelista (cmm-brasil)
Atualmente a internet, sendo usada da forma correta, aumenta a produtividade dos funcionários. Na empresa em que trabalho, os sites que não geram valor para o negócio (youtube, orkut, pornográficos e etc) são bloqueados, os demais são monitorados e os exageros são tratados pela gerência/diretoria.
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Aderson Bastos (cmm-brasil)
A internet é uma ferramenta de trabalho para a maioria das pessoas e, para estas, não deve ser cortada. O que pode ser feito é um mapeamento para quem, de fato, a internet é uma ferramenta e impedir o acesso para os demais (mas isso requer administração e pode ser um obstáculo), mas de forma geral, há conteúdos que devem ser bloqueados, independente do perfil, como jogos e conteúdo pornográfico, por exemplo.
O uso de uma ferramenta como o MSN é de bastante utilidade para o ambiente corporativo, mas não precisa ser o MSN (vide o post da Alba). Onde trabalho atualmente, utilizamos o Sametime (IBM Lotus), o MSN (e afins) e o Orkut (e afins) são bloqueados, assim como o acesso a determinados sites com conteúdoque "ferem" as regras e políticas definidas para toda a empresa.
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Fabio Fernandes (cmm-brasil)
A empresa que trabalho, aqui no Brasil, não tem nenhuma restrição a internet, porém existe um trabalho de concientização com relação a responsbilidade com a produtividade e o ambiente de trabalho.
Existe um consenso do uso da ferramenta, e muita maturidade das pessoas mais velhas de empresa, aonde os novos funcionarios ao fazerem uso incorreto da mesma, são orientados pelos seus mentores e pessoal senior da empresa, de maneira construtiva.
Além disto as pessoas são muito cobradas pelos seus resultados, e existe processo de analise de desempenho anual, aonde a pessoa recebe feedback 360 graus, tudo isto nos leva a expor um comprometimento pessoal de com o objetivo corporativo, o que nos permite a abertura da internet sem maiores problemas.
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Sérgio Cavalcante (cmm-brasil)
Já queria postar algo muitas vezes, mas dessa vez você tocou em um ponto que vivo diariamente. O meu sócio querendo matar a internet, e eu tentando chegar a um consenso...Como ex-funcionário, eu detesto esse jogo de gato e rato que é o "corte" da internet por parte dos adm de rede e as tentativas de burlar esse "corte" por parte dos funcionários, quase sempre bem sucedidas.
Então resolvi deixar isso de lado e focar na produção. ICQ, MSN, Gmail, Orkut. Deixo isso em cargo da consciência de cada um. Inclusive incentivo um jogo multi-player na empresa, no horário de almoço e depois do expediente. Eu mesmo participo.
Mas antes do final do expediente tem o Dayly Scrum. Então o funcionário sabe que tem que ter feito algo. Ou até no fim do Sprint.Com esse acompanhamento, eu posso verificar a produtividade de cada um. E se a produtividade cair, tenho que intervir. Se não, simplesmente fica como está.
Com isso a idéia é focar na produtividade e o próprio funcionário gerenciar seu tempo, e à vontade, sem ver a empresa como vilã, sentindo-se vigiado e restrito, e ainda tendo um momento de lazer completamente suportado por nós. Numa empresa que te dá condições como essa, um funcionário pensa duas vezes antes de sair. ou de ser mandado embora, como resultado produzindo pra não aconteça. Falo isso pq passei por isso também.
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Charles Abreu (cmm-brasil)
Além da programação em par, a prática de ciclos curtíssimos de feedback públicos na equipe evita as dispersões e cria senso de responsabilidade. Equipes que usam Scrum ou XP percebem isso claramente com as reuniões diárias da equipe. É simplesmente embaraçoso chegar por 2 dias seguidos nafrente dos colegas e *reportar em voz alta *que não houve progresso em uma
tarefa que está sob sua responsabilidade. Eu mesmo passei por isso e sei como é constrangedor. Dá vontade de fazer algo útil ou *pedir para sair* ;-)
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Ivo Michalick (cmm-brasil)
Ah, e sobre o assunto da thread: em todo lugar que trabalhei até hoje e desde o advento da Internet (sou meio "antigo"), nunca vi (e sempre fui contrário) a restrição de acesso a Internet e ferramentas associadas. Sempre fui contra por achar que atrapalha e que cada um sabe o que precisa produzir ao final do dia. Se não sabe e não precisa responder por isto, o problema vai muito além de mau uso da Internet!
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Juan Bernabo (scrum-brasil)
Eu acho que é uma questão delicada, eu prefiro soluções "morais" do que "tecnicas", se a pessoa navega o dia inteiro isso não é um problema, é um sintoma de outro problema, esse outro problema é que deve ser tratado. Probavelmente a pessoa não esteja envolvida com o trabalho e não sinta interesse em colaborar no trabalho, ou insatisfação com alguma coisa dentro da empresa não manifestada e não tratada.
Eu normalmente falo o que eles acham que seria a situação se a sua "secretaria domestica" que as vezes é a unica experiencia direta que eles tem tido de ter contratado pessoas para realizar algum trabalho pago, passase o tempo que eles passam focados em tarefas não relacionadas ao trabalho, será que eles achariam do comportamento de essa pessoa, ela estaria sendo justa, as empresas pagam pelo talento, foco e resultados mais tambem pelo tempo.
Com essa ajuste "moral" normalmente uma equipe que é avaliada como um todo tende a gostar de "justiça" já que o pesso que um não carrega e carregado pelos outros e normalmente as pessoas não gostam de levar alguem nas costas "free loaders", assim a equipe decide se quer tolerar ou não este tipo de comportamento, assim se cria uma norma tacita entre as pessoas que é muito mais poderosa que qualquer regra organizacional e talvez eles mesmos decidam alguma regra por exemplo de bloquear, em determinados horarios, etc. Acho que quando as pessoas são tratadas com respeito e como adultos e se da espaço para eles definir regras de comportamento é mais eficaz a auto-regulação, inclusive precisando tomar a decisão de corte de uma pessoa que não quer colaborar ou se adequar as normas criadas.
Já li de varias fontes que as equipes esperam que os gestores ou lideres se manifestem sobre comportamentos abusivos, e que normalmente como é um tema quente o pessoal acaba fechando os olhos, criando na equipe uma insatisfação, uma sensasão de injustiça e levando o desempenho da equipe inteira para abaixo.
Creio que estes momentos bem tratados são oportunidades para moldar a cultura da equipe.
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Adail Retamal (scrum-brasil)
Do ponto de vista de um consultor, que está sujeito às restrições de acesso na maioria dos clientes onde atuo, digo que a censura é, no mínimo, anti-produtiva, sem falar de ser bastante frustrante... :(
Se lembrarmos que países como China e Irã censuram ao máximo seu tráfego de Internet, podemos ter uma noção do estrago que isso pode causar na mentalidade e motivação das pessoas...
Claro, não sou ingênuo a ponto de pensar que todos utilizam seu acesso com responsabilidade. Mas como já comentaram por aqui, que se tratem as exceções...
Do ponto de vista da empresa, além de ser um recur$o compartilhado limitado, também pode servir como porta de entrada para muitos problemas, como vírus, vermes e toda a lista proposta pelos Titãs ("Bichos, saiam dos lixos..." :). Dependendo do número de usuários e do nível de experiência com a Internet (que é, na média, baixíssimo), certamente há razão para "fechar as comportas"...
Cada comunidade deve definir seu código de conduta e as punições, e fazer isso valer.
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