sexta-feira, 7 de março de 2008

Da série: todos já vimos este filme


Essa charge do Dilbert é sensacional.

Quem não viveu algo parecido no trabalho?

Podcast, o retorno sem fim!

Pessoal, estou prometendo há tempos a edição 2 do podcast (a primeira, uma entrevista com o André Barcaiu, autor do livro "Gerente também é gente", você pode baixar na seção de downloads ao lado).

Há algum tempo atrás eu mantive um podcast bem bacana sobre fotografia, o Photocast. Infelizmente ele se tornou complexo demais para o tempo que eu tinha e acabou morrendo.

Minha idéia é criar um podcast não só com entrevistas, mas algo como uma "revista" digital (com uns 30 minutos de duração), uma vez ao mês.

É uma tarefa que será difícil, mas bastante prazerosa.

Então, fique atento que em breve ela será lançada!

Um abraço

quinta-feira, 6 de março de 2008

Agilidade em P&D

Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br



Ontem foi um dia de planejamento. Meus chefes me deram a incumbência de pensar em tamanhos de equipe para SW e HW para o nosso projeto de 3 anos que inicia em maio. Trata-se de um projeto de P&D com RFID.

A minha idéia é não utilizar os 3 anos para realizar todo o projeto. Espero finalizar o sistema (HW+SW) em no máximo (deadline mesmo!) 1 ano e meio. E o resto do tempo a gente utilizaria para se dedicar a todas as outras variáveis e estratégias que temos pela frente.

Isso vai muito da lição que eu aprendi no projeto atual em que me encontro. O projeto poderia ter sido facilmente concluido em 5-6 meses, mas acabamos utilizando todo o tempo previsto (1 ano e meio) e o resultado é que agora, faltando um mês, ainda não temos ele pronto. Vocês sabem da teoria dos gases, né? Quanto mais espaço tiver, os gases irão preenchê-lo.

Porém, estou com algumas dúvidas sobre a utilização do SCRUM neste projeto. Por ser um projeto com muito P&D envolvido, apesar de possuir um sistema bem tangível, estou encucado se não há problema em utilizar artefatos de P&D (como pesquisas, artigos científicos, etc) como stories. A grosso modo eu sei que não há problema nenhum, porém em recentes discussões que tenho acompanhado sobre o SCRUM, noto que se fala muito em "funcionalidades", "sistemas prontos" e "produto". E isso acaba confundindo um pouco quando trago o SCRUM para minha realidade.

Afinal, sabemos que é muito mais simples desenvolver um programa, do que pesquisar, pesquisar e ainda escrever algum documento (lembrem que estamos falando de um universo de pessoas técnicas!).

Bom, eu pretendo aplicar sem medo. Irei considerar como stories estes tipos de artefatos e também outros objetivos que temos em mente (como a criação de um centro de excelência na universidade). De fato, até lá, eu já terei o SCRUM não apenas na teoria, mas também bastante na prática.

Um abraço

quarta-feira, 5 de março de 2008

Documentação: o carma de qualquer equipe



Estou chegando a uma conclusão óbvia, no meu trabalho: se você quer desmotivar sua equipe ou se deseja fazê-los pedir para morrer, dê a eles a tarefa de documentação.

É impressionante o poder que a palavra "documentação" tem numa equipe de pessoas técnicas. Soa quase como uma ofensa!

Como eu costumo falar, minha equipe é composta por pessoas mais jovens e ainda sem experiência real em projetos de grandes empresas. Costumo conversar com alguns amigos que trabalham em Dell, HP e grupo SONAE e todos dizem que a documentação existe em qualquer projeto que eles façam. Mas, no meu caso, parece que a minha equipe acha tudo "useless" (logo em seguida, em ordem de inutilidades, viriam os testes!).

Pois para o próximo projeto estou buscando focar exatamente nestes problemas. Para isso, farei um esforço para colocar na equipe uma pessoa com grande experiência em análise e a qual eu confio muito. Ele foi o gerente de projetos de outro projeto, e ali eu pude ver com os próprios olhos como realmente ele trabalha bem na parte de análise. Por estar fazendo doutorado, ainda tem uma escrita muito boa (aliás, sabemos que escrever é um dos maiores defeitos de qualquer pessoa técnica!).

Caso contrário, acontecerá exatamente o que a charge do Dilbert está mostrando. Quando alguém for fazer manutenção em um sistema que não teve muito contato, a coisa vai "feder!" (com o perdão da palavra).

E você, leitor? Como trabalha com a documentação em sua empresa? Ela é vista como algo do demônio para sua equipe? Eles tem dificuldades em escrever?

Um abraço!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Vídeos sobre gestão / vida corporativa / etc [parte 2]

Mais alguns vídeos sobre gerenciamento/vida coorporativa.



Darth Vader, o gerente diário de um supermercado (agora com legendas!).

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Como a Reebok solucionou o problema de motivação e produtividade (antigo, mas ainda engraçado!).

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Motivação aos gritos.

Cursos do MIT (again)

Amigos,

acho que vale a repetição do tópico. A Sloan School of Management, do MIT, oferece o material de diversos cursos na área, totalmente de graça. São materiais de cursos anteriores. Vale a pena!

O link pode ser acessado pelo site do "Free Online MIT Courses". Vale ressaltar que toda semana tem novos cursos abertos (ao menos tem novos agora que eu vi!).

Estou disponibilizando na minha seção de downloads o material PDF de alguns cursos, que baixei diretamente das páginas. Sugiro que você, se tiver mesmo interesse, faça a agenda dos cursos, pois alguns dos materiais não possuem nomenclatura cronológica, o que pode deixar o entendimento meio difícil.

Aproveitando, vi que o MIT estará fazendo este ano um curso muito bacana! Pena que não exista por aqui. Chama-se "Managing Technical Professionals and Organizations". O curso tem DOIS dias de duração e possui datas para junho, setembro e dezembro. O custo é de 2600 dólares.

Outros cursos, para quem tiver vontade e oportunidade, podem ser encontrados neste link.

Uma pena que não existam cursos bem específicos como o citado acima, aqui no Brasil!

Abraços

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Portal coorporativo: meu projeto interno para este semestre



Ontem decidi que, afora os projetos da empresa para serviços e produtos, irei gerenciar um projeto para a implantação de uma intranet e/ou portal coorporativo na empresa.

Tenho vivenciado muito na prática que nossa empresa e laboratório de pesquisa, sendo orientados ao mercado de tecnologia da informação, necessita muito de conhecimento para funcionar. Infelizmente, a maioria dos projetos possui uma documentação fraca. Além disso, muitas decisões são tomadas informalmente e acabam se perdendo com pouco tempo. Soma-se a isto o fato de que dados essenciais para tomadas de decisão ou até mesmo informações simples, como o email de algum cliente ou um documento de apoio, são centralizados e geralmente não acessíveis para os demais.

Eu imagino que a grande maioria das micro e pequenas empresas (e até muitas médias) vivenciem a mesma situação. Como lidar com isso? A questão é a aplicação da gestão do conhecimento.

Infelizmente a gestão do conhecimento não é trivial. É preciso lidar isso como um real projeto, com conhecimento das necessidades reais, um bom planejamento e uma implantação gradual, aliado a uma correta gestão de mudança (afinal, sabemos que não é possível implantar uma intranet perfeita se as pessoas não colaborarem e utilizarem o sistema!).

Os problemas que eu vejo para alcançar o sucesso neste projeto? Tempo, buy-in e compromisso. O tempo será um obstáculo bem grande. Como não estarei sozinho no projeto e dependerei da ajuda de outras pessoas, terei que contar que estas pessoas realmente arranjem um espaço para se dedicarem as atividades que envolverão. O buy-in, ou seja, a idéia de vender o conceito para a empresa, é outro obstáculo: a gestão do conhecimento é algo não mensurável e não tangível. Apesar das vantagens óbvias que o projeto trará para a empresa, a equipe e a diretoria terão dificuldades em vislumbrar de fato isso ocorrendo, pelo menos durante e um curto período após a implantação. E o comprometimento está ligado aos dois conceitos anteriores. Será difícil fazer a equipe de desenvolvimento se dedicar mesmo que seja part-time ao projeto, sendo que não será algo que causará um impacto real a algum cliente, já que será um projeto interno.

Apesar destes obstáculos, eu estou confiante. Mesmo avaliando a complexidade em garantir informações de qualidade na intranet, tenho esperança que a implantação será um sucesso. Vamos ver como me saio. Prometo dar um status do projeto periodicamente aqui.

E você, leitor? Já participou de um projeto similar em sua empresa? Como vocês lidam com a gestão do conhecimento? Existe alguma formalidade? Comente aí!

Um grande abraço