E vem aí a sessão de promessas para o ano que vem.
Se você está na dúvida do que prometer, aqui seguem algumas sugestões:
PROMETO...
... aprender a dizer "não".
... parar por alguns instantes por dia e reavaliar o que foi feito e o que deve ser feito.
... disciplinar meus funcionários, isto é, dar o que eles precisam e não o que eles querem.
... aprender a dizer "sim".
... me focar bem no trabalho, durante o expediente, deixando as distrações de lado.
... ter mais bom-humor no dia-a-dia.
... resolver mais problemas, mesmo quando eles parecem impossíveis.
... parar de reclamar e me esforçar mais.
... me esforçar mais, mas também viver a vida!
... adotar padrões de qualidade para tudo o que faço.
... falar menos e fazer mais.
... falar menos e escutar mais.
... falar mais.
... dar atenção especial à minha equipe.
... incentivar, orientar e elogiar minha equipe, quase sempre.
... disciplinar, orientar e repreender minha equipe, quando necessário!
... fazer o que deve ser feito e não aquilo que eu acho que deve ser feito.
... fazer o que deve ser feito com qualidade!
... fazer o que deve ser feito e um pouco mais, caso seja vontade do cliente (mesmo que de forma subjetiva).
... viver mais! Com paixão por tudo aquilo que faço!
Ufa!
Essas são minhas sugestões. Algumas irei aplicar, outras deixei como exemplo pra vocês :)
FELIZ 2008!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Ambiente multi-tarefas..... bom ou ruim?
Salve, senhores e senhoritas ;)
Gostaria hoje de abordar um assunto que TODOS nós, invariavelmente, passamos, já passamos ou iremos passar: a convivência em um ambiente multi-tarefas.
Mas que diabo é isso: ambiente multi-tarefas?
Nos primórdios da computação, o sistema operacional que a grande maioria utilizava era o MS-DOS. Não conhece? Digite "cmd" no seu "executar" do Windows e você verá o DOS simulado :)
A vida era procedural, sequencial, monótona. Não existia a internet ainda... quer dizer, até existia (eu cheguei a usar um sistema de internet que era baseado em "DOS" da UFRGS), lá nos primórdios de 1994-1995.
Se você queria editar um texto, você apenas editava o texto. Se queria jogar, só jogava. Se queria programar, só programava. Se queria usar a internet, só usava um serviço seja de http, gopher - nem sei explicar o que é isso, hoje em dia haha - ou até mesmo chats.
Sim, muitos dirão que em 1994-1995 já existia o Windows. Mas notem que estou contextualizando a coisa! ;)
O Windows veio com o conceito de "multi-tarefas". Agora, se você fosse compilar seu código, você podia ficar jogando paciência, lendo as notícias de algum site jurássico ou então editando algum texto! Era o fim do "nada para fazer". O Windows não foi o primeiro sistema operacional multi-tarefas. Mas foi o que popularizou o conceito.
Agora pensem: a geração de trainees, estagiários e júniores cresceram nessa época. Eu tenho 50% disso no sangue, eu diria. A informação, para eles, se tornou algo banal, de fácil acesso. Criou-se nas empresas, então, o nosso ambiente multi-tarefas!
O ambiente onde todos os funcionários não conseguem se focar em uma coisa só. Eles programam, fazem a leitura das notícias das celebridades, mandam emails, falam no MSN, olham fotos e ainda encontram tempo para conversar com o colega do lado - sobre futebol, trabalho, política e futilidades. Tudo isso em um intervalo de 1 ou 2 minutos!!!!
Notem uma coisa em comum nas atividades citadas acima... 99% delas envolvem INTERNET. Agora vem a questão principal do tópico: a internet no trabalho é prejudicial ou é uma ferramenta poderosa e indispensável?
O meu trabalho é a ilustração caricata e perfeita do céu e o inferno nessa questão. O meu chefe, PhD e de grande capacidade profissional (principalmente técnica) bate o pé em todas as reuniões para que nós cortemos 100% da internet. Usaríamos a Internet, no melhor dos casos, só na fase de concepção/pesquisa do projeto. Depois disso "Unable to connect to host" pra todos!
Eu já sou da ala do "meião", ou seja, a internet É sim uma ferramenta poderosa e imprescindível. Mas ao mesmo tempo é o maior vilão e rouba-tempo que existe no mercado. Então é simples: instala-se um sistema para monitorar e repreender aqueles que abusarem. MSN, por exemplo, pode ser abolido. Podemos usar algum programa tipo o Skype que pouca gente usa para bate-papo, apenas para nos comunicarmos no trabalho (com uma conta de empresa para cada).
O grande "X" da questão disso é que é monitorar apenas não ajuda. Vocês sabem como é o ser humano... não cansa de achar formas para burlar o sistema. Então basta olhar o relatório, identificar os abusos e repreender os envolvidos. De preferência, nas primeiras vezes, de forma pública. Isso inibe o abuso, não tenho dúvidas. E ao mesmo tempo, a Internet fica disponível para o uso do "bem".
Talvez uma forma mais simpática ainda é estipular intervalos para "descanso". Algo como das 16h-16h20 TUDO é liberado para que a pessoa faça o que quiser: bater papo, jogar, etc. É a "hora do descanso". Não sei se existem programas que habilitem isso, mas seria uma forma bem legal também de usar.
O fato é que o ambiente multi-tarefas que existe na maioria das empresas geralmente não é benéfico. No mundo do desenvolvimento de tecnologia é pior ainda, pois a grande maioria das tarefas envolvem grande concentração e raciocínio. Como raciocinar tendo que se preocupar com a resposta da "Fernandinha Gata" no MSN (ainda mais se for uma gata mesmo!) ou na ansiedade em baixar todas as fotos de alguma atriz famosa?
E você, caro leitor, comente sobre suas experiências e seus pensamentos nesse post! Quem sabe algum de nós tem alguma solução bacana para resolver essa difícil equação?
Um grande abraço!
Gostaria hoje de abordar um assunto que TODOS nós, invariavelmente, passamos, já passamos ou iremos passar: a convivência em um ambiente multi-tarefas.
Mas que diabo é isso: ambiente multi-tarefas?
Nos primórdios da computação, o sistema operacional que a grande maioria utilizava era o MS-DOS. Não conhece? Digite "cmd" no seu "executar" do Windows e você verá o DOS simulado :)
A vida era procedural, sequencial, monótona. Não existia a internet ainda... quer dizer, até existia (eu cheguei a usar um sistema de internet que era baseado em "DOS" da UFRGS), lá nos primórdios de 1994-1995.
Se você queria editar um texto, você apenas editava o texto. Se queria jogar, só jogava. Se queria programar, só programava. Se queria usar a internet, só usava um serviço seja de http, gopher - nem sei explicar o que é isso, hoje em dia haha - ou até mesmo chats.
Sim, muitos dirão que em 1994-1995 já existia o Windows. Mas notem que estou contextualizando a coisa! ;)
O Windows veio com o conceito de "multi-tarefas". Agora, se você fosse compilar seu código, você podia ficar jogando paciência, lendo as notícias de algum site jurássico ou então editando algum texto! Era o fim do "nada para fazer". O Windows não foi o primeiro sistema operacional multi-tarefas. Mas foi o que popularizou o conceito.
Agora pensem: a geração de trainees, estagiários e júniores cresceram nessa época. Eu tenho 50% disso no sangue, eu diria. A informação, para eles, se tornou algo banal, de fácil acesso. Criou-se nas empresas, então, o nosso ambiente multi-tarefas!
O ambiente onde todos os funcionários não conseguem se focar em uma coisa só. Eles programam, fazem a leitura das notícias das celebridades, mandam emails, falam no MSN, olham fotos e ainda encontram tempo para conversar com o colega do lado - sobre futebol, trabalho, política e futilidades. Tudo isso em um intervalo de 1 ou 2 minutos!!!!
Notem uma coisa em comum nas atividades citadas acima... 99% delas envolvem INTERNET. Agora vem a questão principal do tópico: a internet no trabalho é prejudicial ou é uma ferramenta poderosa e indispensável?
O meu trabalho é a ilustração caricata e perfeita do céu e o inferno nessa questão. O meu chefe, PhD e de grande capacidade profissional (principalmente técnica) bate o pé em todas as reuniões para que nós cortemos 100% da internet. Usaríamos a Internet, no melhor dos casos, só na fase de concepção/pesquisa do projeto. Depois disso "Unable to connect to host" pra todos!
Eu já sou da ala do "meião", ou seja, a internet É sim uma ferramenta poderosa e imprescindível. Mas ao mesmo tempo é o maior vilão e rouba-tempo que existe no mercado. Então é simples: instala-se um sistema para monitorar e repreender aqueles que abusarem. MSN, por exemplo, pode ser abolido. Podemos usar algum programa tipo o Skype que pouca gente usa para bate-papo, apenas para nos comunicarmos no trabalho (com uma conta de empresa para cada).
O grande "X" da questão disso é que é monitorar apenas não ajuda. Vocês sabem como é o ser humano... não cansa de achar formas para burlar o sistema. Então basta olhar o relatório, identificar os abusos e repreender os envolvidos. De preferência, nas primeiras vezes, de forma pública. Isso inibe o abuso, não tenho dúvidas. E ao mesmo tempo, a Internet fica disponível para o uso do "bem".
Talvez uma forma mais simpática ainda é estipular intervalos para "descanso". Algo como das 16h-16h20 TUDO é liberado para que a pessoa faça o que quiser: bater papo, jogar, etc. É a "hora do descanso". Não sei se existem programas que habilitem isso, mas seria uma forma bem legal também de usar.
O fato é que o ambiente multi-tarefas que existe na maioria das empresas geralmente não é benéfico. No mundo do desenvolvimento de tecnologia é pior ainda, pois a grande maioria das tarefas envolvem grande concentração e raciocínio. Como raciocinar tendo que se preocupar com a resposta da "Fernandinha Gata" no MSN (ainda mais se for uma gata mesmo!) ou na ansiedade em baixar todas as fotos de alguma atriz famosa?
E você, caro leitor, comente sobre suas experiências e seus pensamentos nesse post! Quem sabe algum de nós tem alguma solução bacana para resolver essa difícil equação?
Um grande abraço!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Resenha do livro "Transformando suor em ouro"
Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br
Este é um livro bem legal, também. Pode afastar muitas pessoas que pensam se tratar de um livro de "voleibol" ou de "esporte". É o famoso livro do Bernardinho, onde ele traça sua trajetória e faz paralelos com o mundo empresarial. Traz conceitos criados por ele como a "Roda da Excelência" e a "Escala de Valores".
Eu, como gosto de esporte (mas ando preguiçoso para praticá-los, vale ressaltar - pra ver se tomo juízo) tive uma leitura bem divertida com este livro. Tive curiosidade em saber como que um ex-jogador reserva conseguiu transformar a grande maioria dos times em que treinou em potências do esporte (principalmente o volei masculino).
O livro traz ensinamentos bem bacanas sobre alguns procedimentos que ele tomou durante seu treino (não, ele não fala nada sobre o episódio Ricardinho... embora ele seja bastante citado no livro - em 99% das vezes de forma positiva!).
O conceito principal do livro é pregar que é preciso suar muito e trabalhar mais ainda para obter seus resultados. E para motivar sua equipe, mesmo que esta esteja num nível de jogadores de seleção brasileira que já conquistaram tudo, deve-se esticar sempre a corda para deixá-los em uma zona desconfortável sempre. Entende-se por "zona desconfortável" a idéia de criar situações que façam com que sua equipe nunca pense que agora é "sentar e relaxar".
Algumas passagens são bem engraçadas, como a vez em que após a conquista de um título, ele fez com que os jogadores treinassem no dia seguinte, sem que fossem avisados sobre isso (eles achavam que era uma reunião apenas).
A roda da excelência, o Bernardinho que me desculpe, mas eu não consigo imaginar que ele consiga monitorar todos os conceitos que ele prega. A roda é uma adaptação do ciclo PDCA. São 11 conceitos como "liderança", "trabalho em equipe", "preserverança", "cumplicidade", etc.
Já a escala de valores é um "plus" da sua roda, com alguns novos conceitos. Mas tudo fica mais ou menos na mesma: foco na equipe.
Apesar do livro tentar, eu acho difícil traçar este paralelo que ele tentou fazer entre o volei e o mundo empresarial. O livro é bom, como eu disse. Tem alguns conceitos e ensinamentos (muitos deles implícitos) que valem a pena ler e pensar a respeito. Mas se você procura algo mais imediatista, algo como um "how to", sugiro o livro que citei abaixo "O gerente-minuto".
BOM PARA: quem gosta de ler biografias, sobre esportes, com o extra de que estará lendo sobre motivação e gestão de pessoas.
RUIM PARA: quem não gosta de ler ou quem quer um "how to".
RECOMENDADO PARA: Gestores de pessoas, que não pretendem encontrar na leitura uma receita de bolo.
AVALIAÇÃO FINAL: 3,5/5.
Este é um livro bem legal, também. Pode afastar muitas pessoas que pensam se tratar de um livro de "voleibol" ou de "esporte". É o famoso livro do Bernardinho, onde ele traça sua trajetória e faz paralelos com o mundo empresarial. Traz conceitos criados por ele como a "Roda da Excelência" e a "Escala de Valores".
Eu, como gosto de esporte (mas ando preguiçoso para praticá-los, vale ressaltar - pra ver se tomo juízo) tive uma leitura bem divertida com este livro. Tive curiosidade em saber como que um ex-jogador reserva conseguiu transformar a grande maioria dos times em que treinou em potências do esporte (principalmente o volei masculino).
O livro traz ensinamentos bem bacanas sobre alguns procedimentos que ele tomou durante seu treino (não, ele não fala nada sobre o episódio Ricardinho... embora ele seja bastante citado no livro - em 99% das vezes de forma positiva!).
O conceito principal do livro é pregar que é preciso suar muito e trabalhar mais ainda para obter seus resultados. E para motivar sua equipe, mesmo que esta esteja num nível de jogadores de seleção brasileira que já conquistaram tudo, deve-se esticar sempre a corda para deixá-los em uma zona desconfortável sempre. Entende-se por "zona desconfortável" a idéia de criar situações que façam com que sua equipe nunca pense que agora é "sentar e relaxar".
Algumas passagens são bem engraçadas, como a vez em que após a conquista de um título, ele fez com que os jogadores treinassem no dia seguinte, sem que fossem avisados sobre isso (eles achavam que era uma reunião apenas).
A roda da excelência, o Bernardinho que me desculpe, mas eu não consigo imaginar que ele consiga monitorar todos os conceitos que ele prega. A roda é uma adaptação do ciclo PDCA. São 11 conceitos como "liderança", "trabalho em equipe", "preserverança", "cumplicidade", etc.
Já a escala de valores é um "plus" da sua roda, com alguns novos conceitos. Mas tudo fica mais ou menos na mesma: foco na equipe.
Apesar do livro tentar, eu acho difícil traçar este paralelo que ele tentou fazer entre o volei e o mundo empresarial. O livro é bom, como eu disse. Tem alguns conceitos e ensinamentos (muitos deles implícitos) que valem a pena ler e pensar a respeito. Mas se você procura algo mais imediatista, algo como um "how to", sugiro o livro que citei abaixo "O gerente-minuto".
BOM PARA: quem gosta de ler biografias, sobre esportes, com o extra de que estará lendo sobre motivação e gestão de pessoas.
RUIM PARA: quem não gosta de ler ou quem quer um "how to".
RECOMENDADO PARA: Gestores de pessoas, que não pretendem encontrar na leitura uma receita de bolo.
AVALIAÇÃO FINAL: 3,5/5.
Confira esta resenha no meu novo blog:
Resenha do livro: "O gerente-minuto"
Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br
Este livro fez parte do pacotão de livros que eu comprei, meses atrás. Vi a capa e lembrei que já havia ouvido falar sobre isso e comprei. Mas confesso que foi meio que a "rodo", sem pensar muito.
Fui para a praia neste primeiro feriadão (o de Natal) e decidi levar um livro pra ler. Escolhi este... poucas páginas, "uma leitura rápida" pensei. Doce engano meu!!
O livro "O gerente-minuto" é antigo, vi que sua primeira edição foi de 1981 (me corrijam se eu estiver errado) e também que já gerou, obviamente, uma série de outros livros a respeito.
Vamos ao principal: gostei MUITO do livro. Muito mesmo!! Bem objetivo, fácil e gostoso de ler. São 100 páginas, sendo que algumas páginas o texto não ocupa nem metade da página! Eu diria que quem gosta de ler, vai finalizar ele em uma tarde. Quem não gosta de ler, vai finalizar em duas tardes!
O livro conta de forma romanceada a estória de um gerente que decide buscar informações com um gerente de uma grande empresa, que é conhecido pela sua capacidade de obter resultados incríveis. Este gerente é o chamado "gerente-minuto", que o personagem principal vai desvendando durante o livro.
O conceito da "gerência-minuto", quando li na aba, me pareceu um tanto "auto-ajuda" demais: reservar um minuto do seu dia para avaliar seu trabalho, sua equipe, etc.
Mas quando entendi o conceito real disso, percebi o quanto atual e verdadeiro é o que o livro prega. São três conceitos:
Objetivos-minuto, elogios-minuto, repreensões-minuto. O sufixo minuto serve para indicar que tudo isso deve ser abordado no menor tempo possível, sem rodeios e com a maior antecedência possível.
Basicamente o livro prega a arte de delegar. Treinar seus subordinados para que eles se tornem independentes. O livro até traz um fluxograma bem interessante, no final, para entendermos o conceito. Vou tentar descrever:
+ Estabeleça sempre os "objetivos-minuto" com seus subordinados, de forma objetiva e clara. Ele recomenda que tudo deve caber em uma folha branca, no máximo 240 palavras.
+ Procure flagrar seus subordinados (especialmente os que estão começando) fazendo coisas certas ou "quase-certas" e aplique o "elogio-minuto".
+ Caso flagrar seu subordinado fazendo algo errado ou que necessite intervenção, aplique a "repreensão-minuto" o quanto antes.
O livro descreve de uma forma bem clara e objetiva as técnicas para aplicar estes três conceitos... eu confesso que não quero escrever aqui pois recomendo que vocês leiam mesmo o livro. Vale a pena, principalmente por ser de fácil absorção, mesmo para os que odeiam ler.
Ah, pra finalizar: quem pretende trabalhar com SCRUM, leia este livro!!! Vocês verão conceitos bem interessantes para utilizarem no dia-a-dia!!
BOM PARA: aquele gerente que precisa de orientação para lidar com seus subordinados.
RUIM PARA: quem não gosta de gente, ou quem acha que o problema são as pessoas.
RECOMENDADO PARA: Gerentes e executivos, juniores ou seniors. Ou então para quem tem subordinados. Aliás, é recomendado para todos que trabalham em alguma empresa!
AVALIAÇÃO FINAL: 5/5.
Este livro fez parte do pacotão de livros que eu comprei, meses atrás. Vi a capa e lembrei que já havia ouvido falar sobre isso e comprei. Mas confesso que foi meio que a "rodo", sem pensar muito.
Fui para a praia neste primeiro feriadão (o de Natal) e decidi levar um livro pra ler. Escolhi este... poucas páginas, "uma leitura rápida" pensei. Doce engano meu!!
O livro "O gerente-minuto" é antigo, vi que sua primeira edição foi de 1981 (me corrijam se eu estiver errado) e também que já gerou, obviamente, uma série de outros livros a respeito.
Vamos ao principal: gostei MUITO do livro. Muito mesmo!! Bem objetivo, fácil e gostoso de ler. São 100 páginas, sendo que algumas páginas o texto não ocupa nem metade da página! Eu diria que quem gosta de ler, vai finalizar ele em uma tarde. Quem não gosta de ler, vai finalizar em duas tardes!
O livro conta de forma romanceada a estória de um gerente que decide buscar informações com um gerente de uma grande empresa, que é conhecido pela sua capacidade de obter resultados incríveis. Este gerente é o chamado "gerente-minuto", que o personagem principal vai desvendando durante o livro.
O conceito da "gerência-minuto", quando li na aba, me pareceu um tanto "auto-ajuda" demais: reservar um minuto do seu dia para avaliar seu trabalho, sua equipe, etc.
Mas quando entendi o conceito real disso, percebi o quanto atual e verdadeiro é o que o livro prega. São três conceitos:
Objetivos-minuto, elogios-minuto, repreensões-minuto. O sufixo minuto serve para indicar que tudo isso deve ser abordado no menor tempo possível, sem rodeios e com a maior antecedência possível.
Basicamente o livro prega a arte de delegar. Treinar seus subordinados para que eles se tornem independentes. O livro até traz um fluxograma bem interessante, no final, para entendermos o conceito. Vou tentar descrever:
+ Estabeleça sempre os "objetivos-minuto" com seus subordinados, de forma objetiva e clara. Ele recomenda que tudo deve caber em uma folha branca, no máximo 240 palavras.
+ Procure flagrar seus subordinados (especialmente os que estão começando) fazendo coisas certas ou "quase-certas" e aplique o "elogio-minuto".
+ Caso flagrar seu subordinado fazendo algo errado ou que necessite intervenção, aplique a "repreensão-minuto" o quanto antes.
O livro descreve de uma forma bem clara e objetiva as técnicas para aplicar estes três conceitos... eu confesso que não quero escrever aqui pois recomendo que vocês leiam mesmo o livro. Vale a pena, principalmente por ser de fácil absorção, mesmo para os que odeiam ler.
Ah, pra finalizar: quem pretende trabalhar com SCRUM, leia este livro!!! Vocês verão conceitos bem interessantes para utilizarem no dia-a-dia!!
BOM PARA: aquele gerente que precisa de orientação para lidar com seus subordinados.
RUIM PARA: quem não gosta de gente, ou quem acha que o problema são as pessoas.
RECOMENDADO PARA: Gerentes e executivos, juniores ou seniors. Ou então para quem tem subordinados. Aliás, é recomendado para todos que trabalham em alguma empresa!
AVALIAÇÃO FINAL: 5/5.
Confira esta resenha no meu novo blog:
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American way of life
Eu hoje assisti ao "Duro de Matar 4.0", de novo. Confesso que gosto dos filmes da série... embora este último não tenha sido do mesmo nível dos dois primeiros.
Notei uma coisa no filme e que, pensando novamente, me fez recordar de outra centena de filmes iguais. E como isso pode influenciar principalmente no "american way of life":
a individualidade, na frente do coletivo.
Vejam o John McClane. É o típico herói americano: valente, impiedoso, ele consegue atingir todos seus objetivos com um simples plano: "Salvar minha filha e matar todo o resto". Notem que em praticamente TODOS os filmes da série, o McClane extermina todos os inimigos e só então, minutos depois, que a "cavalaria" chega para dar o reforço.
Lembrem outros filmes famosos como Rambo (embora o primeiro filme esteja num contexto completamente diferente), Jason Bourne e outras dezenas.
Parenteses: não estou criticando os filmes, muito menos o "american way of life". Estou apenas tentando traçar um comparativo! :)
Até mesmo os EUA, como nação, costuma tomar todas as decisões sozinha e só depois consulta os demais (aqui sim, uma crítica!).
Levando isso tudo para o mundo empresarial: como a cultura americana trata dos problemas das suas empresas? Geralmente através da máxima "o problema são as pessoas". Então vemos como a grande maioria das empresas americanas tendem a liderar seus funcionários como se fossem únicos, esperando sempre que os heróis salvem suas empresas. Ok, eu não posso generalizar, eu sei! Porém, no fundo, há alguma verdade nisso, não é?
É só lembrar o que Taylor/Fayol/Ford faziam, nos primórdios da administração. "Funcionário é preguiçoso", costumavam dizer. "O mais produtivo é o chão para os demais", imaginem falar isso numa empresa, hoje em dia? Imaginem se eles vissem o foco que se dá em RH hoje em dia? Acho que morreriam de desgosto!
Foi então que os japoneses começaram a ver que o problema não são as pessoas... mas sim o contexto/cultura/sistema. E, graças a Deus, essa nova visão humanista começou a vingar (e como vingou! Toyota que o diga!).
Hoje, até mesmo o Donald Trump, com aquele topete e cara de mau, costuma falar sobre motivação e trabalho em equipe. Mesmo no seu programa do "Aprendiz", onde parece que o foco é na individualidade (já que as equipes brigam para apenas um ganhar)... mas se analisarmos bem, o vencedor é sempre aquele que consegue ser competente na gestão das outras pessoas!
Outro fato engraçado é que o modelo de "gestão de pessoas" é bem antigo, bastando olhar para o lado militar. O lema dos Marines, por exemplo, é "No one left behind" ou seja, "ninguém fica para trás". E isso vem desde, no mínimo, a Segunda Guerra Mundial.
Thank God que hoje quando falamos em "EUA", falamos em Google, Apple e Microsoft... três lugares onde a gestão de pessoas é um modelo para todos. Mas até mesmo a Coca-cola deve ter algo parecido... até mesmo a NASA (um dos principais modelos de gestão de projetos) tem este conceito de RH impregnado.
Felizmente, amigos, o "American way of life" continua produzindo seus "lone wolfs" apenas no cinema. Isso está deixando, aos poucos, de ser um traço cultural do povo deles. E, felizmente, pelo menos no mundo empresarial, o trabalho em equipe e a gestão de pessoas estão sendo mais valorizados.
Ufa, como não fui trabalhar hoje, tirei o dia para divagar um pouco ;)
Abração!
Notei uma coisa no filme e que, pensando novamente, me fez recordar de outra centena de filmes iguais. E como isso pode influenciar principalmente no "american way of life":
a individualidade, na frente do coletivo.
Vejam o John McClane. É o típico herói americano: valente, impiedoso, ele consegue atingir todos seus objetivos com um simples plano: "Salvar minha filha e matar todo o resto". Notem que em praticamente TODOS os filmes da série, o McClane extermina todos os inimigos e só então, minutos depois, que a "cavalaria" chega para dar o reforço.
Lembrem outros filmes famosos como Rambo (embora o primeiro filme esteja num contexto completamente diferente), Jason Bourne e outras dezenas.
Parenteses: não estou criticando os filmes, muito menos o "american way of life". Estou apenas tentando traçar um comparativo! :)
Até mesmo os EUA, como nação, costuma tomar todas as decisões sozinha e só depois consulta os demais (aqui sim, uma crítica!).
Levando isso tudo para o mundo empresarial: como a cultura americana trata dos problemas das suas empresas? Geralmente através da máxima "o problema são as pessoas". Então vemos como a grande maioria das empresas americanas tendem a liderar seus funcionários como se fossem únicos, esperando sempre que os heróis salvem suas empresas. Ok, eu não posso generalizar, eu sei! Porém, no fundo, há alguma verdade nisso, não é?
É só lembrar o que Taylor/Fayol/Ford faziam, nos primórdios da administração. "Funcionário é preguiçoso", costumavam dizer. "O mais produtivo é o chão para os demais", imaginem falar isso numa empresa, hoje em dia? Imaginem se eles vissem o foco que se dá em RH hoje em dia? Acho que morreriam de desgosto!
Foi então que os japoneses começaram a ver que o problema não são as pessoas... mas sim o contexto/cultura/sistema. E, graças a Deus, essa nova visão humanista começou a vingar (e como vingou! Toyota que o diga!).
Hoje, até mesmo o Donald Trump, com aquele topete e cara de mau, costuma falar sobre motivação e trabalho em equipe. Mesmo no seu programa do "Aprendiz", onde parece que o foco é na individualidade (já que as equipes brigam para apenas um ganhar)... mas se analisarmos bem, o vencedor é sempre aquele que consegue ser competente na gestão das outras pessoas!
Outro fato engraçado é que o modelo de "gestão de pessoas" é bem antigo, bastando olhar para o lado militar. O lema dos Marines, por exemplo, é "No one left behind" ou seja, "ninguém fica para trás". E isso vem desde, no mínimo, a Segunda Guerra Mundial.
Thank God que hoje quando falamos em "EUA", falamos em Google, Apple e Microsoft... três lugares onde a gestão de pessoas é um modelo para todos. Mas até mesmo a Coca-cola deve ter algo parecido... até mesmo a NASA (um dos principais modelos de gestão de projetos) tem este conceito de RH impregnado.
Felizmente, amigos, o "American way of life" continua produzindo seus "lone wolfs" apenas no cinema. Isso está deixando, aos poucos, de ser um traço cultural do povo deles. E, felizmente, pelo menos no mundo empresarial, o trabalho em equipe e a gestão de pessoas estão sendo mais valorizados.
Ufa, como não fui trabalhar hoje, tirei o dia para divagar um pouco ;)
Abração!
sábado, 22 de dezembro de 2007
Pedidos ao Papai Noel
Vamos pedir ao Papai Noel que, em 2008:
- Nossos superiores sejam mais atenciosos;
- Nossos subordinados sejam mais comprometidos;
- Nossos clientes valorizem nossos produtos;
- Os escopos mudem pouco;
- Os prazos sejam cumpridos;
- Os custos sejam mantidos;
- A comunicação seja efetiva;
- Nossos fornecedores respeitem os contratos;
- E que o stress do dia-a-dia seja menor!
Papai Noel deve estar pensando: "Não dá pra trocar tudo isso pela paz mundial?"
Feliz Natal, meus amigos!
Um abraço
- Nossos superiores sejam mais atenciosos;
- Nossos subordinados sejam mais comprometidos;
- Nossos clientes valorizem nossos produtos;
- Os escopos mudem pouco;
- Os prazos sejam cumpridos;
- Os custos sejam mantidos;
- A comunicação seja efetiva;
- Nossos fornecedores respeitem os contratos;
- E que o stress do dia-a-dia seja menor!
Papai Noel deve estar pensando: "Não dá pra trocar tudo isso pela paz mundial?"
Feliz Natal, meus amigos!
Um abraço
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
FELIZ NATAAAAAAL
Desejo a todos os amigos um feliz natal!
Muitas alegrias e sucesso profissional a todos nós!
Volto à ativa agora só na próxima quarta-feira, dia 26.
Um abração!
Muitas alegrias e sucesso profissional a todos nós!
Volto à ativa agora só na próxima quarta-feira, dia 26.
Um abração!
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