sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enquete deste mês

Olhem que curioso. A enquete deste mês, aqui do blog, foi uma espécie de auto-reflexão de cada visitante.

Notem que tivemos (neste momento em que escrevo) 34 participantes.

44% (15 pessoas) deles estão empregados e DESCONTENTES!

Infelizmente é difícil de inferir sobre o motivo disso. Mas será que é devido a cultura da empresa? Relacionamento no trabalho? Falta de desafios? Subvalorização? Salário baixo?

Confesso que fiquei curioso... mas ao mesmo tempo espero que essa simples enquete (e mesmo o blog) sirva para estes colegas refletirem um pouco mais. Será que não vale a pena trocar de emprego, e sair da zona de conforto? Será que não vale a pena aparecer um pouco mais na empresa, ser mais visto para ser valorizado? Será que esse descontentamento não tem um pouco de nós mesmos?

Enfim, leia este post, em que eu reflito um pouco sobre isso também :)

Um grande abraço e ótimo final de semana.

Curso de dicção, oratória e desnibição

Finalmente irei fazer o curso! Neste final de semana :)

Ao final do curso, eu vou ver se consigo publicar o vídeo do "antes" e "depois". E daí os meus leitores que tirem as suas conclusões se vale ou não a pena investir num curso de comunicação ;)

Abraços

Ok, eu me rendo!

Já que ninguém falou nada, eu me rendo sozinho.

Como eu posso falar de "administração contemporânea" e continuar chamando minha equipe de "funcionários"?

O hype agora é COLABORADORES :)

Portanto, me corrijam se virem isso de novo ok??

Abraços

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Prova PMP com questão maluca!

Recebi este email da lista da empresa onde eu fiz o curso de PMP (quando eu aprendi mais sobre o PMBoK). Quem escreve é o Mauro Sotille. Olhem que maluquice o que o PMI fez...

Pessoal,

O debate hoje nos fóruns de discussão sobre a certificação PMP é uma pergunta que tem caído no exame PMP, sobre um tema que praticamente ninguém tinha ouvido falar: BIPERT Float (Flutuação BIPERT).

A primeira resposta é que BIPERT seria simplesmente um erro tipográfico no exame. Posteriormente, começamos a receber relatos que realmente existiria uma flutuação BIPERT e que isto estaria caindo no exame.

Um aluno que fez o exame em 31 de Julho viu esta questão. Foi apresentado um diagrama de rede (PDM – atividade no nó), com aproximadamente 25 atividades e se solicitou encontrar uma atividade BIPERT!!!

Outro aluno fez a prova em 09 de Junho e caiu a mesma questão: Um diagrama atividade-no-nó perguntando qual dos 4 nodos tinha uma “flutuação BIPERT”

Assim começou uma procura louca, a nível mundial, nos inúmeros fóruns de debate, sobre o que seria a flutuação BIPERT.

Vejam o desalento do Andrew Stellman, autor dos livros “Head First” (muito bons, por sinal (http://www.amazon.com/Head-First-PMP-Brain-Friendly-Professional/dp/0596102348 ) : “ Ilooked through the various project management textbooks that I have, and I couldn't find a single reference to anything called "bipert". It doesn't appear anywhere in the PMBOK(r) Guide. There's nothing about it in Wikipedia. It may be an important project management concept that none of us have heard of. If so, I'm not sure how to learn about it. (Every PMP exam has 25 questions that don't count towards the score -- they're experimental questions used by PMI to gauge the exam. I wonder if the bipert question was one of these. I suspect that if you see bipert on the exam, there's a good chance that particular question won't count towards your score... but that is just a guess on my part.) I have no idea how you'd apply that to project management, and I'm surprised it ended up in a question on the PMP exam. If I were taking the exam today and had to know about BIPERT, I'd get that question wrong.”

O que é Flutuação BIPERT?

A resposta certa parece ser que seria a de indicar a atividade com links em ambas as direções.

Até agora há somente um artigo, entitulado "Workload Modeling for Parallel Processing Systems" (escrito em 1995 por Gabriele Kotsis para sua tese de Doutorado – Universidade de Viena), com referências a Bipert. Até 30 de Junho este era o único documento a fazer referência a este termo. A referência a BIPERT pode ser encontrada somente na bibliográfica da tese de 201 páginas. Isto é o que está escrito:

"BIBLIOGRAPHY

P. H. Cubaud.
“Evaluation of Parallel Programs Completion Time using Bilogic PERT Networks.” Tech. Rep. 91-7, EHEI, Ecole des Hautes Etudes en Informatique, 45, rue des Saints-Peres, 75006 Paris France, September 1991. In this article a bilogic extension of PERT networks (called BIPERT) is proposed as a suitable model for parallel programs. An example of modeling a parallel wave equation algorithm using GERT networks described in SLAM can be found in [Sinz 93] In [Cuba 91] a bilogic extension of PERT networks (called BIPERT) is proposed as a suitable model for parallel programs. In a BIPERT network, ingoing and outgoing links may either be inclusive (IN) or exclusive (EX), thus allowing to represent amongst parallelism also conditional branches and alternative parallelism, but also dead ends (if a node spawns several inclusive outgoing links, which are collected later on in an exclusive ingoing). Graphs containing such dead constructs are prohibited and called unlegal. A network where all nodes are IN/IN or EX/EX types, belongs to the class of series_parallel graphs, where exact analytic solution techniques are feasible. All other networks are to be solved using simulation or approximation techniques.

“Em uma rede BIPERT, os links de entrada (ingoing) e saída (outgoing) podem ser inclusivos ou exclusivos, desse modo permitindo a representação de paralelismo e de ramos condicionais ....”; ou seja, BIPERT é um tipo de PERT booleano: verdadeiro/falso : vai acontecer ou não este evento.. Assim seria muito difícil calcular a solução analítica exata.

As questões que começaram então a ser feitas:

Porque este termo entrou em um exame PMP?

Resposta: Mistério. Um termo obscuro e não utilizado, que não está no PMBOK.

É parte das 25 questões de teste?

Resposta: Não sabemos

Este tópico tem alguma importância, de modo que o candidato deva aprende-lo?

Resposta: BIPERT não é uma técnica de análise de diagrama de rede e, de qualquer modo, está ultrapassado devido ao uso de ferramentas e técnicas mais modernas de simulação

Este tópico vai estar no PMBOK 4a Edição?
Resposta: Este tópico não está no PMBOK 4a Edição. PERT somente é referenciado no que diz respeito às estimativas de 3 pontos.

Nós (e o mundo), vamos continuar procurando pela resposta correta: Por enquanto a mais certa parece que seria a de indicar a atividade com links em ambas as direções.

sábado, 23 de agosto de 2008

Isto É ed. 2024 (Capa do Michael Phelps)

A IstoÉ da semana passada (esta que é descrita no tópico) traz uma reportagem na página 64 muito interessante e que vale a pena ser lida por todos nós, principalmente aqueles que lideram ou lidam com pessoas.

O título é "Você é o que você fala" e traz algumas dicas para ser ouvido e compreendido num mundo em que cada palavra conta.

Na verdade o texto fala sobre neurolinguistica, uma corrente que muitas pessoas tem restrições. Eu já li um livro curto sobre o assunto e posso dizer que achei bem interessante.

Vamos ao que interessa: a reportagem traz algumas dicas interessantes sobre como mudar a sua forma de se comunicar. Uma simples mudança de palavras já modifica completamente o contexto e a mensagem que estamos passando. Um exemplo simples que a reportagem traz é trocar o "eu acho" por "penso que". Quem nunca recebeu um olhar de desaprovação e desconfiança quando lhe foi solicitado para emitir alguma opinião e a nossa resposta foi "eu acho que até o fim da semana está pronto"? E se você trocasse por "penso que até o fim da semana teremos isto pronto"? Não soa melhor? Sim! Pelo simples fato que "achar" tende a demonstrar incerteza e "pensar" sugere uma elaboração.

Existem na reportagem outros exemplos... vale a pena dar uma olhada.

Só vale ressaltar uma coisa: lembre-se que a comunicação não vive só de palavras. Entonação da voz, expressão corporal... tudo isso passa mais a mensagem do que palavras. Logo se você falar "penso que até o fim da semana teremos o sistema pronto" mas mantiver aquele rosto com a testa franzida, olhar perdido pra cima e algum cacoete como coçar a cabeça, de nada vai adiantar :)

Nós, quando lidamos com pessoas, percepções e expectativas, precisamos MUITO passar confiança no que fazemos. Eu estou buscando mudar bastante isso. Nessa semana, por exemplo, o meu chefe me perguntou do sistema abaixo, se até sexta-feira teríamos ele pronto. Eu falei "Olha, acho que sim". ÓBVIO que o resultado foi que o meu chefe me olhou com aquela cara de "ih, não vai ficar pronto". Vendo a "pataquada" que eu havia cometido, tentei consertar com um "... depende do que tu queres pronto!". Não foi a melhor resposta possível, mas ajudou a minimizar o estrago! Mas de qualquer forma, como você pode ler no post anterior, não só entregamos o sistema como encantamos os meus chefes ;)

Fica a sugestão da reportagem. Comunicar-se bem é algo que devemos estar sempre buscando. Não acham?

Abração e bom domingo.

Sexta-feira, o dia do "yes!"

Nesta última sexta-feira aconteceu uma coisa que eu merecia (sem falsa modéstia).

Vocês que acompanham o blog sabem que eu sempre costumo expressar minhas opiniões sobre comunicação, liderança, gestão, etc. Porém, sabem também o quanto eu tenho de problemas no trabalho, devido a falta de uma cultura de projetos, principalmente.

O que estava acontecendo então? Eu me sentia aquele cara que sabe tudo na teoria, mas que nunca consegue colocar as coisas em prática. É um sentimento muito ruim, desmotivador, inclusive.

Desde que eu assumi esse "projeto" (já que me foi jogado no colo para eu "resolver") eu tive um pequeno desacerto com o meu chefe, vi meus antigos funcionários cairem fora, recebi um novo funcionário (indicação de outro chefe) e tive diversos problemas com os requisitos do projeto.

Eu estava crente que seria mais um projeto que iria para o lixo, sem chance alguma de sucesso, qualquer que fosse o meu esforço. Eu me senti como se estivesse numa competição do "Aprendiz" em que o Trump ou o Justus me jogam para a arena com uma espada de madeira para lutar com uma dezena de gladiadores e leões. Embora a analogia seja meio pobre, posso dizer que mostra o sentimento de impotência que eu estava sentindo.

Porém, algo me motivou. Inicialmente eu comecei a pensar que de nada adiantaria eu ficar em cima do muro, fazendo apenas o necessário para depois dizer "eu avisei que não ia dar certo". Eu precisava encarar isso como um desafio e fazer o que fosse possível para resolver a situação. Junto a isso, e que foi um daqueles suplementos alimentares na minha motivação, o fato do novo funcionário ser um jovem de excelente competência técnica, me mostrou que SIM eu posso obter ótimos resultados tendo uma equipe razoável e um desafio pela frente.

Nesta sexta-feira os meus dois chefes me solicitaram para ver o projeto, onde estávamos, o que havíamos feito, etc. E o que eu apresentei a eles, não apenas solucionou os problemas propostos como ainda consegui ir além.

Desenvolvemos em uma semana: um software para o celular (a melhor solução possível para um problema crítico deste projeto - que envolve um processo específico), dois sistemas de relatórios via web (para demonstrar o que podemos manipular em nível de dados), além de uma pesquisa sobre os processos envolvidos, com soluções propostas e vantagens e desvantagens. Tudo isso em um Powerpoint para ser apresentado ao cliente. O que eu fiz, basicamente, foi tentar orientar essa "demanda" em um projeto. E espero fazer isso após a reunião com o cliente.

A reação dos meus dois chefes foi daquelas de deixar qualquer subordinado animado. Eles sairam felizes! A sensação foi de que superamos as expectativas deles. Lógico que a expectativa deles também não era muito alta, pois eles sabem o histórico ali do laboratório... mas ainda assim foi uma das únicas vezes que eu vi os meus chefes realmente satisfeitos com o que viram (de cabeça, eu lembro da vez que apresentamos o antigo projeto na feira, que o meu chefe ficou muito feliz também, mas apenas um deles... o outro não estava envolvido).

Enfim, a sexta-feira foi a recompensa que eu há muito estava buscando. O resultado da minha superação em atingir um resultado e superá-lo, inclusive. Fui gerente de projetos, analista, desenvolvedor e DBA (analista de banco de dados). Não é o que eu quero que se repita - e irei deixar isso claro futuramente - mas o esforço valeu a pena.

Por pior que seja o nosso ambiente de trabalho (o meu é ruim apenas na questão organizacional, vale ressaltar) nós sempre temos um objetivo em comum: encantar nosso cliente. Seja ele o cara que compra o seu produto ou mesmo o cara que paga o seu salário. Nada melhor do que atingir isso.

A lição que dá pra tirar disso é: se você está desmotivado, busque motivação. Se você quer passar uma mensagem, a melhor forma de fazer isso é motivado, atingindo um bom resultado... e depois apresentar uma forma alternativa de superar aquilo. Nenhum chefe vai dar atenção a alguém que falha (para depois dizer "eu avisei") e se demonstra desmotivado. Porém, se você tiver os holofotes por algo bom que tenha feito, sua mensagem será potencializada. Tenha a certeza disso.

Sexta-feira: o dia em que eu esperei por um bom tempo chegou. E o seu? Lute para que ele chegue o mais cedo possível.

Apresentação: Essência de Gerenciamento de Projetos

Prezados,

conforme eu havia prometido, aqui está o pdf com a apresentação que eu fiz na turma de gerenciamento de projetos, na turma de graduação da PUCRS, no dia 19/08.

Foi muito legal a apresentação. A receptividade da turma foi excelente. Eu estourei bastante o tempo e ainda assim notei muita gente interessada na palestra. Essa é a força de trazer "cases" e situações para nossas palestras, além de ser um pouco teatral também :)

Também consegui trazer uma visão "agilista" de gerenciamento de projetos, sem ser radical ou aparentar fazer "lavagem cerebral". Acho que essa abordagem também foi bastante eficiente.

Faça o download aqui

Ah, e sempre reforço que no icone do menu direito (seção de downloads) você pode baixar as outras apresentações além dos podcasts, videos, documentos, artigos, etc. Faça bom proveito.