segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Atualização...

Caríssimos,

estou um pouco desatualizado devido a uma proposta que recebi de emprego :) Estou estudando-a com muito carinho buscando alinhar com todas as necessidades.

Amanhã quero postar para vocês algumas passagens e informações extraidas de currículos que eu recebi para uma vaga no meu trabalho atual. É legal para refletirmos sobre coisas que a gente as vezes nem percebe que coloca no curriculo. Mas lógico que isso depende para cada pessoa... alguém pode pegar o meu e dizer "Que informação inútil isso!" hehehe

Mas amanhã expresso aqui.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CSM em Porto Alegre (Outubro e Novembro)

Gaúchos, meus conterrâneos.

Haverá o curso de Certified Scrum Master em outubro e novembro em Porto Alegre. É o momento para nos encontrarmos e aprendermos mais sobre o assunto.

Além disso, está se tentando organizar um AGILE DAY também. Tomara!

CSM - Caelum (Alexandre Magno)

Prepare-se para Metodologia Ágil com Scum!
Turma em Porto Alegre 13 e 14 de outubro
O treinamento de CSM- Certified ScrumMaster você terá experiências com Hands-on usando Scrum, aprenderá aplicar a metodologia Scrum se tornará Certified ScrumMaster oficial, credenciamento por um ano como membro da Scrum Alliance, acesso a um material exclusivo aos CSMs, usando material em português, experiências reais do dia-a-dia.

Você irá aprender

  • A utilização prática de Scrum;
  • A essência de como conduzir um projeto da forma correta;
  • Como criar um Product Backlog;
  • Porque um Gerente de Projetos não pode simplesmente gerenciar cronogramas;
  • Como liderar times experientes e novatos;
  • Como escalar Scrum em projetos multi-sites com times com milhares de participantes envolvidos;
  • Dicas de como conduzir a aplicação de Scrum na sua empresa;
scrum caelum sprint
Ciclo de vida de um projeto usando Scrum

Carga Horária: 16 horas aula

Pré-requisitos: participação no processo de desenvolvimento de um projeto, não há necessidade de já ter gerenciado um projeto anteriormente.

Sobre o instrutor

Alexandre Magno é líder de projetos de software onde utiliza principalmente metodologias e processos ágeis. Atua na área de software há mais de 15 anos, já tendo participado de projetos de variadas dimensões de lead time, escopo e investimento. Foi o primeiro, e atualmente o único, Certified Scrum Trainer da América Latina, possuindo ainda certificações dos fornecedores IBM e Borland, e dos grupos OMG e PMI. Magno é o fundador do grupo Scrum-Brasil e atualmente é responsável pela área de Agile da Caelum.
Investimento: R$ 1.990,00 em 4 vezes sem juros ou à vista com 10% de desconto. (Descontos especiais para grupos)
Consulte-nos!!
http://www.caelum.com.br

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CSM - Teamware (Juan Bernabó)

O Gerenciamento de Projetos Ágeis com Scrum precisa de um Scrum Master que possua os conhecimentos e habilidades necessárias para auxiliar no sucesso da equipe. Variantes de Scrum tem sido amplamente adotadas com muito sucesso em projetos no mundo inteiro por empresas como Fuji-Xerox, Cannon, Honda, NEC, Epson, Brother, 3M, Xerox e Hewlett Packard.

Neste workshop ensinaremos como implementar Scrum, como ser um Scrum Master e como lidar com seus clientes e a sua organização.

Gerenciamento de projetos ágeis é tão radicalmente diferente de gerenciamento de projetos tradicionais, como os processos ágeis são diferentes das metodologias tradicionais. Ao invés de planejar, instruir e direcionar, o gerente de projetos ágeis lidera. Esta pessoa é chamada de Scrum Master.

O Scrum é utilizado atualmente como fundamento para os mais importantes frameworks de processos de desenvolvimento de software do mercado. Ele é a base da disciplina de gestão de projetos da instãncia open source do RUP, o OpenUP. É também utilizado como base da gestão de projetos do processo da Microsoft, o MSF Agile.

Os participantes aceitos aprendem como se tornar um Scrum Master e como fazer uma equipe de desenvolvimento, um projeto ou uma organização ser ágil e ter sucesso. Exercícios, estudos de caso, e exemplos são usados para entender como ser um Scrum Master.

Objetivos

Cada individuo será treinado para ser capaz de assumir as seguintes responsabilidades:


  • Remover as barreiras entre o desenvolvimento e o cliente, para que o cliente dirija o desenvolvimento.
  • Ensinar o cliente como maximizar o ROI e alcançar os seus objetivos através de Scrum.
  • Melhorar a vida da equipe de desenvolvimento através da liberação da criatividade e o fortalecimento.
  • Melhorar a produtividade da equipe de desenvolvimento de todas as formas possíveis
  • Melhorar as práticas de engenharia e suas ferramentas, para que todo incremento de funcionalidades seja potencialmente entregável.

Metodologia de Treinamento

Usaremos muitos exercícios durante o treinamento. Depois do treinamento não somente você entenderá Scrum, como sentirá a diferença. Este treinamento oferecerá o sentimento do Scrum em si mesmo.

O primeiro dia é dedicado ao porquê e à Filosofia do Scrum. Durante o segundo dia cobriremos as ferramentas e o Como do Scrum.

Usando estórias, estudos de caso e experiências ensinaremos a metodologia Scrum e como aplicá-la para ser um gerente de projetos ágeis, um Scrum Master.

Graduação

Na graduação, ao término de um treinamento de sucesso, cada participante recebe uma licença e uma cópia da metodologia Scrum, materiais de treinamento de Scrum e software de gestão de projetos com Scrum.

Também, Certified Scrum Masters são autorizados a participar no desenvolvimento "aberto" da metodologia e do software, assegurando o crescimento do corpo de conhecimento a partir de um grupo competente e qualificado de profissionais certificados. Participantes que tenham sido treinados com sucesso tambem serão adicionados na lista de Certified Scrum Master em www.ScrumAlliance.org.

AGENDA

Fundamentos de agilidade e Scrum, executando projetos com Scrum, planejando e escalando projetos Scrum, desenvolvimento offshore usando Scrum, orçando contratos de preço e data fixos, assegurando as práticas de engenharia.

  • O que é Scrum?
  • Porque Scrum funciona
  • O que é a arte do possivel?
  • O que é o fluxo do Scrum?
  • O que significa desenvolvimento iterativo e incremental?
  • O jogo Scrum 59
  • Planejamento e estimativas ágeis
  • Retrospectivas de Sprints
  • Como implementar Scrum a partir de uma posição sem poder
  • A diferença entre planejamento e uma reunião de planejamento
  • Planejamento estrategico e planejamento tático
  • A reunião do Scrum e como trabalhar com uma lista de tarefas
  • O jogo da Velocidade - planejando e fazendo em ação
  • Escalando Scrum

Onde e Quando?

  • Dias 17 e 18 Novembro de 2008
  • As classes iniciam as 8:30 com o registro
  • No primeiro dia a aula termina às 18:00 e no segundo dia às 17:30
  • Coffe-break

Materiais do curso

  • Toda a metodologia e materiais de treinamento serão disponibilizados.
  • Uma licença individual para o uso destes materiais será fornecida aos participantes que completarem o programa de certificação com sucesso.
  • Os materiais estão em inglês e são atualizadas a cada treinamento. O material é melhorado usando mais slides, videos e fotos caso o treinador creia que seja útil durante a aula.
  • Certificação

    A certificação como um Scrum Master significa que alguem que implementou e provou ser capaz de usar Scrum em diferentes contextos treinou você. Ele experimentou Scrum no mundo real e tem a confiança de Ken Schwaber como alguém capaz de oferecer este conhecimento aos seus alunos.

    Investimento

    O investimento para este workshop e a certificação é de R$ 2300,00.

    Inclui todos os materiais, licenças, certificação, materiais de treinamento, coffe-breaks.

    Ver formas de pagamento no formulário de inscrição


    Maiores informações envie suas duvidas e informações de contato para eventos@teamware.com.br

    Informações sujeitas a mudança sem previo aviso

    Formulário de Inscrição

Data & Hora: Monday, 17 November 2008, 8:30 — Tuesday, 18 November 2008, 18:00
Local: Porto Alegre,
Prazo para Registos: 16 de November de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Uma grande decepção

Eu sou daqueles que me sinto um idiota quando noto que alguma convicção minha vai por água abaixo. Principalmente com relação à pessoas.

Lembro que no meu último semestre da faculdade, enquanto fazia o meu trabalho de conclusão, estava fazendo apenas uma disciplina. E o professor da disciplina era daqueles professores que encantavam na aula: falava muito bem, dominava o assunto como ninguém, trazia situações e cases de empresas, etc. Mais ou menos o perfil de um professor de MBA, como estou tendo hoje.

O professor era tão bom que decidimos, em unanimidade, que ele seria o paraninfo da nossa turma que iria se formar. E foi, de fato.

Após a faculdade, procurei de alguma forma manter contato com ele. Lembro de ter tentado organizar uma palestra dele, sobre segurança na internet, para um evento que tentei organizar, online. Ele se mostrou bastante solícito e aceitou, mas infelizmente o evento acabou não saíndo.

Sempre vi nele o tipo de profissional que vale quanto pesa. Não digo que foi um modelo que eu segui, mas era um profissional que eu admirava.

Ele então se tornou presidente de uma grande organização estatal aqui no RS. E foi então que a minha convicção começou a ruir. Começou a ter o seu nome envolvido em escândalos... o último, publicado na Veja desta semana. Um colega do MBA que o conhece há algum tempo, afirmou que infelizmente isso tem tudo para ser verdade, devido ao seu comportamento anterior a este cargo.

E aí? Como se sentir vendo que aquele profissional que a gente admira age na verdade como alguém sem ética e responsabilidade?

Eu atualmente estou me sentindo um pouco como um idiota. Como se tivesse sido enganado... a mesma situação que todos nós sentimos quando elegemos e acreditamos em políticos e eles nos racham a cara. O problema foi descobrir que alguém tão perto é assim.

Uma pena. De verdade.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Posicionamento... você sabe qual é o seu?

Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br

Estávamos discutindo numa das aulas de marketing no MBA sobre um assunto que está diretamente ligado ao nosso marketing pessoal: posicionamento.

O assunto iniciou com o conceito de posicionamento, no Marketing tradicional, ou seja, como as empresas querem ser vistas pelos seus clientes. Foram demonstrados alguns exemplos de marcas e tínhamos que falar a primeira coisa que viesse na cabeça. Exemplo:

Brastemp: Qualidade, "Não é uma Brastemp"

CCE: Tecnologia ruim, equipamento popular

Mastercard: "Não tem preço"

FEDEX: Agilidade, qualidade, "Wilson e Náufrago"

Então começamos a discutir sobre o posicionamento na nossa vida profissional. E isso está ligado diretamente a como as pessoas nos vêem. Se você lembrar da janela de Johari, conceito de feedback, seria o quadrante "como os outros nos vêem / desconhecido para nós". Você já parou para pensar nisso?

Quando alguém menciona o seu nome, para alguma atividade, como os outros reagem? Pense na situação a seguir: seus chefes estão discutindo sobre sua nova alocação e um deles o sugere para um projeto novo e desafiador. Qual seria a reação do outro chefe?

Pois esta reação é exatamente o nosso posicionamento. E mudá-la é uma tarefa que depende exclusivamente da gente. Ou vocês acham que uma "CCE" não luta com todas as forças para fugir do esteriótipo que recebeu?

Agora numa coisa nós todos temos que concordar. Pior do que ter um posicionamento negativo é simplesmente NÃO TER um posicionamento. Já pensou se quando comentam sobre seu nome, ninguém consegue classificá-lo? "O Flávio? Ahmm... pois é."

Uma boa coisa para pensarmos para essa semana.

Um abraço!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Propaganda

Coordenador de Projetos (pleno)
Requisitos: Ter atuado como Coordenador no mínimo em dois projetos. Conhecimento de Gerenciamento de Projetos, Coordenação de Equipes, Framework (Struts , Axis), Servidores de Aplicação (Websphere), conhecimento de SOA, conhecimento de Portais, Padrões de Projetos e boas práticas de JAVA (MVC,Conceito de Camadas), Redes, Orientação a Objetos,Metodologias ágeis, SQL ou PL/SQL, Sistemas De versionamento Subversion e CVS. Inglês Fluente. Ensino Superior Completo , desejável Pós-Graduação. Remuneração a combinar


Faltou um "Desejável ser parente de Deus". Mas o mais divertido é saber tudo isso e "remuneração a combinar". Sabemos o que isso significa né? hehe

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Negociação de salário

Este blog não é mais atualizado. Veja o novo blog em: www.agileway.com.br

EDITADO:
Estou mudando a minha forma de expressar os valores, pois houve muita confusão (que idéia absurda a minha fórmula). Parece que eu aceitei redução salarial hehe OBS: Nosso salário anterior era bem inferior ao mercado, então os aumentos não são abusivos, pode acreditar.


Hoje tive um dia tenso e importante. O dia da negociação do meu salário. Esse é um dos momentos mais complicados no mundo corporativo. É difícil imaginar que todos entrem na reunião tranquilos de suas posições. O atrito sempre vai ocorrer, embora no meu caso o atrito tenha sido bem pouco.

Anteriormente a reunião, eu e o meu colega havíamos combinado nossa posição. Usei algumas técnicas de negociação para isso.

QUEREMOS: 94% de aumento por 8 horas (X+3)

NOSSO OBJETIVO É: 66% por 8 horas (X)

ACEITAMOS: 55% por 6 horas (X-1)

ACEITAMOS: 38% por 4 horas (X-2)

CAIMOS FORA: 27% ou menos (X-3)

O que isso significa?

"Queremos" indica o valor que iremos começar a reunião. É aquele valor que indica nossa aspiração futura, mas sabemos que será difícil de atingir. "Nosso objetivo" indica o valor com o qual iremos fincar nossa posição. Iremos lutar MUITO para conseguir isso. "Aceitamos" indica aqueles valores um pouco abaixo, que a gente até aceita, mas deixamos claro que não ficamos satisfeitos ou que merecíamos mais. "Caimos fora" são os valores que a gente nem considera... já que a própria empresa está nos desvalorizando.

Eu e o meu colega nos armamos com alguns dados interessantes. Se você quiser, pode baixar na seção de downloads do site as médias salariais de gerentes de projetos e de profissionais de TI (esse último, eu confesso que está bem inflacionado!). Além disso, nos preparamos levantando questões como a nossa formação, nosso tempo de casa e resultados no período, projetos, etc.

Depois, analisamos quais seriam as situações que enfrentaríamos. Sempre consideramos o caso ruim, onde eles ofereceriam 38% por 8 horas. Nossa meta seria tentar chegar o mais próximo do nosso objetivo, que era 66% por 8 horas. Caso não houvesse acordo, iríamos trabalhar na segunda variável, as horas de trabalho.

Então, fomos convocados pelos diretores. Na planilha que enviamos para eles, o valor que sugerimos para nós era de 94% por 8 horas ("queremos"). A idéia era realmente mostrar e justificar as nossas expectativas, que era um valor aderente ao mercado.

Eles nos chamaram. Ao entrarmos na sala, notei que os três diretores estavam meio desconfortáveis... um olhava para o celular, outro mexia as mãos e o outro estava bem irriquieto. Era um sinal de que nosso 94% não seria o oferecido... a dúvida era, qual será o valor então?

Começamos a reunião com os diretores fazendo aquela milonga de "vocês são muito importantes, por isso a reunião é delicada, queremos mantê-los, não é que não vamos valorizá-los... achamos que vocês merecem aquilo que pediram... bla bla bla". Discutimos sobre questões mais macro por alguns minutos... inclusive sobre equipes que comporão o projeto. Discutimos como funcionarão as atividades... enfim, um legítimo balão para justificar valores.

E então, o valor. E eles deram mais uma enrolada e falaram:

"Bem, na atual situação, como temos uma verba de projeto que deverá compor boa parte do RH, o valor que conseguimos chegar para vocês foi de 66% por 8 horas."

Sim, exatamente o LIMIAR INFERIOR do nosso "aceitamos", com a diferença na carga horária (maior do que prevíamos). Na hora já demonstramos um pouco de descontentamento. Comentamos sobre mercado, responsabilidades... mas infelizmente não entramos na questão de formação/experiência (acho que teria sido interessante).

Eles então vieram com a idéia desse valor ir aumentando conforme a produtividade. Foi uma deixa legal para mim.

Fiz a simples questão: "Ok, mas o que vocês consideram produtividade? Como isso vai ser medido? Vai funcionar para a empresa e para o grupo?".

E então dai todos opinaram e deram suas posições, mas claramente NINGUÉM soube responder isso. Eu citei então que até mesmo empresas como AMBEV e GERDAU, que são enormes multinacionais, tem algumas dificuldades para definir indices de produtividade. Além disso, comentei de um projeto em que eu e o meu colega estávamos. Eu e ele saimos de um cliente e no dia seguinte passamos a limpo a reunião, discutimos a proposta e... nada. Só depois de UM MÊS é que os diretores solicitaram o nosso documento para fazer uma proposta ao cliente. Ou seja, como avaliar uma produtividade se o gargalo será sempre da (des)organização da empresa?

O meu colega então resolveu participar falando diretamente sobre os valores. Perguntou se a proposta era final ou se iríamos negociar. E eles falaram que não havia como negociar... aquele valor era o final. Aqui foi um dos momentos mais difíceis da reunião. Havíamos combinado que fincaríamos o pé para tentar subir o salário. Só que acabamos descobrindo que a oferta inicial deles seria de 27%!!!!!! Então eles subiram para 38% pouco antes da reunião. Por MUITA sorte deles, eles não ofereceram esse 27%, pois senão também seria inegociável para nós... iríamos cair fora, com certeza.

O meu colega esperava que eu ficasse ao lado dele para negociar um aumento. Só que para mim, havia ficado bastante claro que eles não aumentariam. Nós iríamos brigar pelo aumento, mas nunca chegaríamos em 66%. Na minha opinião a gente passaria de 38% para 40% ou 42%. E sinceramente, eu não acho que valeria criar um atrito por tão pouco.

Como eles comentaram que a idéia é de que a cada 6 meses / 1 ano ocorra um reajuste, eu assumi para mim o seguinte: dentro de 6 meses irei solicitar o reajuste. E isso que me guiará nas decisões futuras.

Eu resolvi então adequar a proposta ao mais próximo do nosso limiar. 38% por 8h era inviável. Então comentei que nossa proposta seria de 38% por 6h (no início, seria 4h, mas obviamente, nas circunstâncias apresentadas, isso não aconteceria). Foi um momento de desconforto para os diretores, agora... eles ficaram se entreolhando, conversaram um pouco... e aceitaram.

Logo, acabamos fechando por 38% por 6 horas. Só que na minha visão, dentro de 6 meses eu estarei batendo na porta deles, solicitando um reajuste para 66%. E daí sim serei bastante exigente.

Algumas coisas que foram ditas na reunião pelos diretores e que valem a pena serem registrados aqui. Obs: eu não lembro se cheguei a falar alguma coisa que me arrependi... acho que me arrependi de não ter replicado alguma das frases abaixo.

a) "Vocês tem que lembrar que também existem muitas pessoas que tem muito mais experiência que vocês e que estão ganhando mais, no mercado".

RESP: EU NÃO RESPONDI ESSA!!! Nossa, como eu me arrependo. MUITO. A resposta seria simples: Como é?? Eu sinceramente não conheço NINGUÉM em TI do nosso nível que esteja ganhando menos. NINGUÉM. A nossa proposta objetivo era simplesmente a média do mercado. O que eles nos ofereceram era MUITO INFERIOR. Mas aceitamos por motivos alheios, além da redução da carga horária. Ah sim, e por favor... eu também conheço muita gente que está trabalhando de graça. Isso é parâmetro? Numa reunião de TI usar essa frase é dar cinco tiros no pé. E EU NÃO APROVEITEI!!!!

b) "A produtividade não pode ser medida por projetos finalizados. Senão vai gerar conflito... o Flavio vai querer saber porque o colega dele tem mais projetos, ou vice-versa".

RESP: Droga, outra que eu não respondi. Essa foi dita até de forma "inocente", assim por dizer. Pois não é nada que iria ocorrer. Só que, como assim "conflito"? Poxa, eu me senti comparado com uma criança mimada brigando com o irmão por um brinquedo. Mas ok, essa até não me arrependo pois não influenciaria em nada.

c) "O valor de X+3 que vocês querem, se conseguirmos alavancar a empresa, vocês poderão estar recebendo ao final do projeto, daqui 3 anos".

RESP: Opa, essa eu me arrependi também! A resposta é bem fácil também. Senhores, dentro de três anos eu espero estar ganhando 122%!

Enfim... fazendo um balanço da reunião, acredito que não conseguiria definir como ganha-ganha, perde-ganha, ganha-perde. Foi um empate com ligeira vantagem para eles. Só que com a diferença de que dentro de 6 meses iremos bater na porta deles. Para chegar em 66%. E daí seremos incisivos.

Eu considero que fui tranquilo. Estava mais tranquilo do que eu imaginei. Talvez por estar ciente da minha posição e também ver que o nervosismo era DELES e não nosso.

Espero que essa minha pequena história de negociação de salário possa dar uma luz para meus leitores que possam vir a passar por essa situação.

O que eu posso dar como dicas finais são:

1) Tente definir uma estrutura similar aquela que eu descrevi. Queremos, objetivo, aceito e caio fora. Isso vai ajudar vocês a se balisarem nas suas decisões.

2) Procure levantar dados do mercado e dados concretos sobre suas contribuições. Vale número de projetos, resultados alcançados, tempo de casa, habilidades, etc.

3) Com base no cenários do item 1 levante cenários. "Se eles oferecerem isso, o que faço? O que apresento? Como argumento?". Defina principalmente como agirá para os casos terríveis, como eles te oferecerem o "caio fora".

4) Tente de toda a maneira embasar a posição do valor "objetivo". Mas comece sempre citando o valor "queremos/quero". Se você começar direto pelo "objetivo", você corre o risco do seu chefe achar que você está dando o valor máximo e daí nunca vai chegar nele. Use o "queremos/quero" como base de que você merece. E tente ser difícil para aceitar o objetivo. E dai aqui sim, seja bem incisivo. Só baixe disso, se conseguir outras vantagens (como no meu caso, carga horária).

5) Se por ventura o seu chefe chutar o limiar baixo, e disser que é inegociável, daí você poderá tentar arriscar o item 4 ou então negociar somente benefícios e perspectivas. "Ok, aceito temporariamente. Mas dentro de 3/6 meses quero negociar".

6) Seja sempre honesto e transparente. Argumente e questione. A reunião ideal é que seja um GANHA-GANHA, com todos saindo da reunião com a sensação de que estão satisfeitos.

7) E nunca, mas NUNCA leve a reunião para o lado emocional. NUNCA! Evite a todo o custo usar frases como "eu estou me esforçando muito aqui dentro" e afins. Você perde toda a credibilidade... esse foi uma das primeiras coisas que eu e o meu colega cortamos fora da nossa pauta: nada de emocional.

Eu não sou um especialista no assunto, mas com base no que li e que vivenciei hoje, principalmente, posso deixar essas dicas para vocês.

Espero que gostem.

Um grande abraço

Efeito globalização

A globalização tem efeitos engraçados nas nossas vidas.

O caso do meu cunhado: ele trabalha em uma consultoria multinacional. Passou a segunda-feira INTEIRA sem poder trabalhar. Motivo: a sede da empresa que gerencia todas as contas de emails e intranet, nos EUA, foi afetada por um desses furacões que ocorreram lá. Caiu todas as conexões e como eles usam muito o webmail, ficaram sem internet!!

Absurdo isso, não? Agora vem a pergunta... será que isso foi levantado na questão de "riscos"?

Agora a outra pergunta: será que VOCÊ levantaria essa situação como um risco?? hehehe

Abraços!