quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Intensive Knowledge Projects ... ou seria "projetos volúveis"?

Estava conversando hoje com o meu orientador do meu trabalho de conclusão na faculdade, o Rafael Prikladinicki. Ele também é leitor aqui do blog e gostou muito da idéia! :)

Estava explicando a situação do(s) meu(s) projeto(s) e no caso do principal que eu atuo, onde temos um escopo bem maluco. Na verdade, o escopo foi muuuito mal definido, infelizmente e eu, vale ressaltar, não tive participação nessa elaboração, que seja dito! Ele me disse que este tipo de projeto é tido como "projetos sensíveis", ou seja, o conhecimento todo está com o cliente. Com isso, temos mudanças freqüentes no seu escopo, sendo difícil, por exemplo, de formalizar uma WBS. Este tipo de projeto, na notação formal, é chamado de Intensive Knowledge Projects.

Pode ser de fato essa a notação correta, mas a impressão que me passa é de que se trata de um projeto volúvel! Este termo eu duvido que exista formalmente, me surgiu agora. Podemos dizer que algo volúvel é algo sem forma definida, que muda constantemente. É assim que eu sinto o meu projeto.

Senão vejamos a situação ocorrida hoje:

Durante a reunião com o diretor EB na segunda-feira, definimos que iríamos trabalhar na elaboração de três protótipos funcionais para testarmos o GPS que compramos. Tudo isso para a outra segunda-feira. Nos organizamos, eu e a equipe, para realizar este pedido do chefe, até para motivá-lo com o andamento do trabalho (já que ele está meio desanimado). O PV foi responsável por conseguir alguns componentes na universidade (o máximo que conseguisse). O VT ficou responsável por procurar alguns algorítmos para leitura dos dados GPS e o FS ficou responsável por continuar sua pesquisa na tecnologia em que está imerso, e também dar um apoio no que for preciso.

Hoje enviei um email ao meu chefe solicitando o procedimento para efetuarmos as compras dos componentes que faltavam, pois iríamos ir numa loja aqui da cidade onde encontraríamos praticamente tudo. E qual foi a minha surpresa? Ele me respondeu dizendo que gostaria de uma lista com o que falta, um levantamento de valores de várias lojas e, quem sabe, a compra destes equipamentos diretamente de São Paulo, onde pode ser mais barato.

Bem, os componentes que iremos comprar não dariam mais do que 200-300 reais. A diferença de preço entre as lojas deve ficar no máximo em torno de 50 reais. É algo tão crítico assim? E onde está a prioridade de ter estes protótipos funcionando para segunda-feira??

Vejam a dificuldade que eu tenho. Estou a todo momento tentando definir prioridades e processos para que a diretoria veja o quanto este tipo de decisão detona o comprometimento e a motivação de uma equipe. Num dia, a prioridade é uma coisa. No dia seguinte, parece que essa prioridade não é tão importante assim.


Bom, quis desabafar um pouco. Aproveitando a oportunidade, me digam vocês: o que fariam para resolver uma situação deste tipo?

Agora vou pro trabalho! Senão vou ter que pagar 1 real para a caixinha :)

Até mais! Abraços

Um comentário:

Marcos Vinícius disse...

Bom, não sei como resolver este problema específico com seu chefe :-) mas gostaria de falar um pouco sobre os "Intensive Knowledge Projects".

Uma das idéias do SCRUM especificamente é que o Sprint seja protegido contra mudanças. Nós sabemos que mudanças existem e que, dependendo da empresa e do tipo do projeto, elas podem acontecer mais rápido ou não.

Então, de acordo com a empresa ou o projeto os Sprints poderão ter duração diferente.

Se o seu chefe não consegue passar 1 semana sem mudar de idéia, então seu Sprint dura 1 semana, qeu é o tempo máximo que você consegue proteger a equipe e o desenvolvimento de interferências externas.

Em ambientes e projetos mais estáveis os Sprints podem durar 1 mês, tal qual a metodologia do SCRUM prevê inicialmente.

Mas o importante é que durante um ciclo de desenvolvimento a equipe tenha condição de trabalhar em paz, sem interferências.