quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Joãozinho x Ricardão no mundo empresarial

O assunto rendeu! hehe

Reflexões pessoais, concordâncias, discordâncias... mas o fato é que é um assunto realmente polêmico a questão da "cultura pelo esforço".

Agora façamos outra analogia:

Joãozinho, o estudioso, é daqueles rapazes inteligentes que tem poucos, mas valorizados amigos. Tímido, não namorou na adolescência inteira. Dizia que era melhor ter três BONS amigos do que quinze amigos "superficiais".

Ricardão não. Era o xodó da turma. Amigo das gurias e dos guris, gostava de aprontar sempre que podia. Não era do tipo que batia em todo mundo, muito pelo contrário. Apenas não tinha a aptidão pelo estudo. Ao contrário de Joãozinho, dizia que gostava de ter vários amigos.

Ambos cresceram. Joãozinho se mostrou um profissional capaz. Vai fundo no que gosta de fazer (se formou cientista da computação) e é bastante eficiente no que faz. Mas, por motivos que ele não entende, é sempre relegado quanto à uma promoção.

Já Ricardão se tornou um importante executivo de uma empresa de advocacia. Não é lá muito de estudar (manteve este hábito), mas ainda assim toma suas decisões (a grande maioria acertada) na base do seu conhecimento empírico.

Por que isso aconteceu?

Ora, pelo simples fato que Joãozinho não desenvolveu duas das ferramentas mais importantes em uma pessoa bem sucedida: carisma e a comunicação.

Os Ricardões possivelmente manterão contato com seus quinze amigos. E conhecerão mais quinze amigos e assim será sempre, de forma exponencial. E com isso, ele fará sua network de contatos.

Muitos teóricos dizem que, hoje em dia, não basta ser bom naquilo que se faz. É preciso ter o famoso Q.I. (quem indica). Mas, pensando bem, é preciso mesmo ser teórico para ver isso acontecer? Aposto que você, que está lendo este post, já vivenciou uma situação assim. Um bom funcionário sendo preterido por outro que você não considera bom. Tenha a certeza que este bom funcionário não conhecia a pessoa certa.

Eu fui muito do Joãozinho quando pequeno. Tive poucos amigos (os quais eu cultivo até hoje). Mas nem tudo está perdido. Dia 15 terei minha festa de 10 anos do colégio. Pretendo reaver contato com a maioria dos colegas (também não vou sair distribuindo cartões pra todos né? hehe). Essa é uma grande maneira de começar o seu network de contatos.

A grande maioria da geração pré-internet foi criada de uma forma que está totalmente ultrapassada nos dias de hoje... onde a comunicação quase nunca era trabalhada corretamente. Os comunicativos eram tidos como os "Ricardões". E quem aqui nunca teve raiva/inveja/ódio de algum colega "Ricardão"?

Abraços!

2 comentários:

Gabi Luz disse...

Também fui uma "joãozinha", não tinha muitos amigos e tão pouco namorava. Eu ainda cai no erro de fazer direito na faculdade, e lá era cheio de Ricardões. Descobri tarde que lá não era meu lugar, mas terminei o curso. Hoje estou estudando Redes de computadores e em fevereiro começo uma pós-graduação na área. Como gosto da área de segurança em redes, meu bacharelado em direito há de ser muito útil. Além do que no curso aprendi a "falar" com as pessoas e discutir quando não concordo com algo. Hoje me dou muito bem com a minha turma de Redes não acredito que eu seja popular, mas me dou bem com todos (talvez porque na turma tenha apenas 2 mulheres eu e mais uma..hehehehe.).

Vinicius Castro disse...

Lembrei de Paul Potts(a essa altura praticamente todos já sabem, mas quem não sabe, procure no youtube).
O cara é dono de um talento musical incrível, no entanto trabalhava vendendo celular. Ele com certeza nunca foi um ricardão, pelo contrário, deve ter sido a vida toda um joãozinho muitíssimo retraído. É um caso extremo, porque com o talento que ele tem, chega a ser suspeito o fato de nunca ter se tornado famoso. Assim que terminei de ver o vídeo pensei mais uma vez na diferença que faz ter um pouco de Q.I.(quem indica).
Pior que o meu é quase zero, e não tenho nem 1% do talento dele. Tô lenhado! :(
:)